Banda fiscal de 2016 pode ficar entre -0,6% e +0,8% do PIB

Equipe econômica do governo, comandada pelo ministro Nelson Barbosa, vai propor ao Congresso a flexibilização da meta com compromisso de gasto fixo para este ano por causa da queda nas receitas, disseram à Bloomberg duas fontes da equipe econômica a par do assunto; discussão hoje no governo é se vale a pena todo sacrifício de cortes de investimentos e programas sociais para cumprir um primário de 0,5% do PIB e provocar uma paralisia ainda maior da economia

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa durante coletiva de imprensa após participarem de reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa durante coletiva de imprensa após participarem de reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)


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Da Boomberg - O governo já admite internamente que não conseguirá cumprir ameta de superávit primário de 0,5% do PIB deste ano e por isso vai propor ao Congresso a flexibilização da meta com compromisso de gasto fixo para este ano por causa da queda nas receitas, disseram duas fontes da equipe econômica a par do assunto.

A discussão hoje no governo é se vale a pena todo sacrifício de cortes de investimentos e programas sociais para cumprir um primário de 0,5% do PIB e provocar uma paralisia ainda maior da economia, disse um dos interlocutores.

Anúncio será feito após volta do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, de viagem ao G-20 na China, entre 21 e 28 deste mês, disseram os dois interlocutores, sob condição de anonimato porque as discussões não são públicas.

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Junto com banda de flutuação, governo anunciará também contingenciamento de gastos discricionários para 2016 entre R$ 20 bi e R$ 25 bi, disseram as duas pessoas. Banda para a meta fiscal de 2016 depende de aprovação do Congresso.

Já em abril, o governo deve enviar para o Congresso junto com a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017 um projeto de lei para flexibilizar a meta de primário para os próximos anos.

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Decisão da banda para os próximos anos depende do andamento das discussões da reforma da Previdência, disse um dos interlocutores.

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