Bancos públicos encolhem e despenca estoque de crédito do BNDES
Depois de décadas de protagonismo na oferta de crédito e no estofo básico das políticas econômicas, os bancos públicos começam a deixar a cena; bancos privados aumentaram sua oferta de crédito em 12,5% em 2018, enquanto os públicos reduziram em 0,5%; o estoque de crédito do BNDES reduziu em 8,9 %
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247 - Depois de décadas de protagonismo na oferta de crédito e no estofo básico das políticas econômicas, os bancos públicos começam a deixar a cena. Bancos privados aumentaram sua oferta de crédito em 12,5% em 2018, enquanto os públicos reduziram em 0,5%. O estoque de crédito do BNDES reduziu em 8,9 %.
A reportagem do jornal Valor destaca que "os segmentos do mercado de crédito têm apresentado desempenho bastante diferentes entre si. A carteira dos bancos privados registrou uma alta de 12,5% em 2018, enquanto que os bancos públicos tiveram uma queda de 0,5%. Essa retração foi causada sobretudo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujo estoque de empréstimos recuou 8,9%. Mas, mesmo excluindo o BNDES, ainda assim os bancos públicos apresentam fraca expansão, de 3%."
E pondera: "não é apenas a retração dos bancos públicos e dos empréstimos direcionados que explica o fraco crescimento do mercado de crédito. Parte das empresas ainda não concluiu o seu processo de desalavancagem, depois de aumentarem excessivamente os níveis de endividamento em anos recentes. Os investimentos têm sido fracos porque a economia opera com um alto nível de ociosidade. Os níveis de confiança do empresariado não estão plenamente recuperados. Há sinais de que a demanda por financiamentos se deslocou para os mercados de capitais e externo."
A matéria ainda acrescenta: "há clara retração na oferta por parte dos bancos oficiais. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil aumentaram as taxas de juros e desaceleraram as concessões de financiamentos, sobretudo para grandes empresas. O objetivo é recuperar os índices de rentabilidade e fortalecer a base de capital para cumprir os índices prudenciais do acordo internacional de Basileia 3."
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