Banco do Brasil avança na criação de um banco de investimentos

Intenção é chegar ao primeiro lugar do ranking, adianta o vice-presidente Paulo Rogério Caffarelli; estrutura poderá ser montada em parceria com uma instituição privada ao longo de 2013

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247 – O Banco do Brasil começa 2013 com mais um projeto ambicioso em formatação. A intenção é a de criar um banco de investimentos para atuar fortemente na área de mercado de capitais, corretagem, análise e assessoria de fusões e aquisições. No momento, duas estratégias estão em análise para este fim: montar a nova área de negócios dentro da estrutura do próprio banco ou criar uma empresa à parte, em parceria com uma instituição da iniciativa privada. Essa última alternativa possibilitaria a criação de um sistema de remuneração inédito no Banco do Brasil, no qual a remuneração da equipe do setor seria, na maior parte, variável, obedecendo a critérios de desempenho pessoal e da empresa. Como instituição pública, o BB tem funcionários concursados e não consegue reproduzir esse modelo.
"Estamos fazendo vários estudos", disse o vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionis e Private Bank do BB, Paulo Rogério Caffarelli, a jornal Valor Econômico. "Queremos ser o primeiro na área de mercado de capitais".
O mais prudente é acreditar nessa projeção. Em 2012, o BB pulou do décimo para o primeiro lugar no ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) de novembro, em razão da ampliação de sua participação em ofertas de ações.
Um exemplo de joint venture entre o BB e uma instituição privada já está dando resultados. O BB Seguridade, em parceria com a espanhola Mapfre, está prestes a fazer uma oferta de ações na Bolsa de Valores. A operação tem valor estimado em R$ 5 bilhões.
Esse modelo já é visto como exemplar pelos altos executivos do banco. "Nossa única opção é formar a equipe. Temos um time fantástico, mas não conseguimos contratar gente de outros bancos", disse o vice-presidente Caffarelli ao Valor. "Ao mesmo tempo, o volume de pessoas que mais perdemos para o mercado são do banco de atacado e da área de mercado de capitais." Ao constituir uma companhia privada, essa questão poderia ser contornada, disse o executivo.
Segundo Caffarelli, essa estrutura permitiria ao banco se tornar mais competitivo e também possibilitaria a criação de uma corretora de valores mobiliários. "O objetivo é criar áreas que estão faltando para o banco se tornar mais forte nesse mercado, como corretagem, análise e assessoria a operações de fusões e aquisições", afirmou.
No início do ano passado, com o objetivo de reforçar a área de mercado de capitais, o BB deslocou a vice-presidência de finanças para a divisão de atacado, que opera com oferta de crédito para grandes empresas. "Isso fortaleceu o relacionamento com os grandes clientes, que passaram a contar também com área de mercado de capitais", afirmou Caffarelli.

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