Bancários fazem greve em todo o País

Categoria pede reajuste salarial de 11,93%, que corresponde à inflação dos últimos 12 meses mais ganho real de 5%, além de melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e elevação do piso salarial – dos atuais R$ 1.519,00 para R$ 2.860,21; Federação Nacional dos Bancos ofereceu reajuste linear de 6,1%, que é a correção da inflação; "Tivemos quatro rodadas de negociação, mas a Fenaban nada ofereceu de aumento real, nem valorizou o piso salarial, o que causou indignação e levou à greve", diz Carlos Cordeiro, da CUT

BANCO6 - RJ - 30/09/2009 - GREVE BANCARIOS/RIO - ECONOMIA OE JT - Greve dos bancários de todo o Brasil. Em São Paulo, a decisão foi tomada em assembleia ontem à noite (23), com a participação de cerca de 1,5 mil trabalhadores. A paralisação será
BANCO6 - RJ - 30/09/2009 - GREVE BANCARIOS/RIO - ECONOMIA OE JT - Greve dos bancários de todo o Brasil. Em São Paulo, a decisão foi tomada em assembleia ontem à noite (23), com a participação de cerca de 1,5 mil trabalhadores. A paralisação será (Foto: Leonardo Attuch)


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Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Bancários de todo o país ratificaram, em assembleias nessa quarta-feira (18) à noite, decisão tomada no último dia 12, de paralisação por tempo indeterminado a partir de hoje (19), informou o coordenador do Comando Nacional dos Bancários e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Carlos Cordeiro.

Ele disse que a categoria pede reajuste salarial de 11,93%, que corresponde à inflação dos últimos 12 meses mais ganho real de 5%, além de melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e elevação do piso salarial – dos atuais R$ 1.519,00 para R$ 2.860,21. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu reajuste linear de 6,1%, que é a correção da inflação.

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Segundo Cordeiro, bancários de todos os estados decidiram, na semana passada, pela paralisação, caso os banqueiros não apresentassem até ontem contraproposta com melhores condições. Como a negociação não evoluiu, a categoria promoveu novas assembleias para decidir sobre a greve.

"Tivemos quatro rodadas de negociação, mas a Fenaban nada ofereceu de aumento real, nem valorizou o piso salarial, o que causou indignação e levou à greve. O Brasil está crescendo, os bancos continuam batendo lucros recordes e, por isso, têm obrigação de apresentar uma proposta com conquistas econômicas e sociais como forma de respeito e valorização dos bancários", ressaltou o dirigente sindical.

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