Bancários criticam mudança de Temer na taxa de juros de longo prazo

Alteração na TJLP (taxa de juros de longo prazo), que serve de referências para os empréstimos do BNDES, anunciada na sexta-feira 31 pelo governo Michel Temer, recebeu críticas do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região; "A medida faz com que o financiamento de longo prazo para indústrias, máquinas, equipamentos e infraestrutura seja encarecido, reduzindo os investimentos na economia brasileira, e, consequentemente o emprego e a renda. É uma mudança que prejudica a indústria e o financiamento da produção, em benefício do rentismo", diz o sindicato, em nota

Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 06/05/2010. Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. - Crédito:PAULO VITOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:56876
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 06/05/2010. Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. - Crédito:PAULO VITOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:56876 (Foto: Gisele Federicce)


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247 - Os bancários criticaram a mudança na TJLP (taxa de juros de longo prazo), que serve de referências para os empréstimos do BNDES, anunciada na sexta-feira 31 pelo governo Michel Temer.

Em nota, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região explica que, com a nova taxa tendo como parâmetro a rentabilidade de um título público especifico (NTN-B), "pretende-se retirar o subsídio do tesouro fazendo com que a taxa cobrada pelo BNDES se aproxime dos valores das taxas de mercado".

"A medida faz com que o financiamento de longo prazo para indústrias, máquinas, equipamentos e infraestrutura seja encarecido, reduzindo os investimentos na economia brasileira, e, consequentemente o emprego e a renda. É uma mudança que prejudica a indústria e o financiamento da produção, em benefício do rentismo", diz o sindicato.

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Leia a íntegra da nota:

Mudanças na TJLP prejudicam o país

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O governo Temer anunciou nesta sexta feira (31/03) uma mudança na taxa de juros de longo prazo (TJLP), que serve de referências para os empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A medida do governo vai substituir a TJLP pela TLP (Taxa de Longo Prazo) a partir de 1º de janeiro de 2018. Essa nova taxa (TLP) será definida pela inflação efetiva medida pelo IPCA e mais uma taxa de juro real definida mensalmente no mercado financeiro, tendo como parâmetro a rentabilidade de um título público especifico (NTN-B). Com isso pretende-se retirar o subsídio do tesouro fazendo com que a taxa cobrada pelo BNDES se aproxime dos valores das taxas de mercado. Atualmente a rentabilidade deste título público encontra-se acima de 10% ao ano, o que indica que teremos elevação da taxa cobrada pelo BNDES.

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A medida faz com que o financiamento de longo prazo para indústrias, máquinas, equipamentos e infraestrutura seja encarecido, reduzindo os investimentos na economia brasileira, e, consequentemente o emprego e a renda. É uma mudança que prejudica a indústria e o financiamento da produção, em beneficio do rentismo.

O aumento do custo financeiro das empresas será repassado aos consumidores finais gerando aumento do nível geral de preços. Além disso, o Estado abre mão de um instrumento de política econômica fundamental para o país. A partir da mudança proposta, o "mercado" é quem irá definir as taxas de juros do BNDES para privilegiar o sistema financeiro e isso se contrapõe ao desenvolvimento da indústria, que precisa de financiamento com taxas baixas e crédito para auxiliar na geração de emprego.

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A mudança de cálculo da TJLP faz parte de um conjunto de medidas e reformas que visam diminuir a atuação do Estado na promoção do desenvolvimento econômico e social, entregando para o mercado inclusive a gestão das politicas públicas, como no caso da reforma da previdência e no congelamento dos gastos públicos em saúde e educação. O desmonte dos bancos públicos é mais uma peça deste quebra-cabeça.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região defende que o sistema financeiro tenha uma função social, em especial de financiar o desenvolvimento econômico do país e propiciar a geração de emprego e distribuição de renda.

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Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região

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