Azevêdo descarta Rodada Doha ainda neste ano
Novo diretor-geral da OMC diz que acordo a ser costurado na conferência de Bali, em dezembro, será parcial. Negociação para liberalizar o comércio entre os 159 países da OMC, que se arrasta há 12 anos. Brasileiro garante ainda que nunca se sentiu constrangido pelo protecionismo do governo Dilma
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247 - O novo diretor-geral da OMC (Organização Mundial de Comércio), Roberto Azevêdo, descarta um acordo para a Rodada Doha ainda este ano, na conferência de Bali, na Indonésia, em dezembro.
Em entrevista à Folha, ele diz que a negociação para liberalizar o comércio entre os 159 países da OMC, que se arrasta há 12 anos, será parcial em Bali, com temas como redução da burocracia no comércio, e que deve haver um "entendimento político" sobre o resto.
O novo diretor diz que não tem medo de entrar para a história como o diretor que enterrou a Rodada Doha. "Talvez o segundo", ironiza ao se referir ao francês Pascal Lamy, que ficou oito anos no cargo.
Ao assumir a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro escolheu uma equipe de distintas nacionalidades: portuguesa, australiana, francesa, sul-coreana e brasileira, entre outras. Os principais desafios da equipe são relançar a liberalização do comércio mundial e reavivar os pactos multilaterais de comércio.
Ele garante que "nunca" se sentiu constrangido pelo protecionismo do governo Dilma e nega que tenha dito que a OMC não tem competência para tratar de câmbio (um pleito do Brasil).
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