Azenha: privatização da Previdência proposta por Bolsonaro é volta ao Chile de 1981
O jornalista Luiz Carlos Azenha, do Viomundo, destaca que os argumentos utilizados em prol da privatização da Previdência pelos neoliberais brasileiros, agora representados pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), são os mesmos que foram empregados em outros países como forma de convencer a população a aceitar a privatização do sistema e que apontavam o modelo adotado pelo Chile como exemplo; ali, em média, "as aposentadorias ficam R$ 1.000 — um salário mínimo brasileiro. O Chile "modelo" de Paulo Guedes, portanto, é algo que só existe na cabeça dele", ressalta
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247 - O jornalista Luiz Carlos Azenha, do Viomundo, destaca que os argumentos utilizados em prol da privatização do sistema previdenciário pelos neoliberarais brasileiros, agora representados pelo governo do presidente eleito de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL), são os mesmos que foram empregados no Estados Unidos quando o governo de George W. Bush tentava convencer os norte-americanos a aceitar a privatização da Previdência Social. Na época, o modelo neoliberal adotado pelo Chile era citado como exemplo a ser seguido.
"Foi quando o influente economista Paul Krugman, mais tarde Prêmio Nobel, publicou um artigo na edição de 17 de dezembro de 2004 do New York Times", relembra Azenha. Ali, Krugman afirmou que a reforma chilena era um fracasso. "Hoje, os críticos do sistema chileno — e há muitos no país — confirmam o que escreveu Paul Krugman 14 anos atrás (isso dá uma ideia aos leitores de como os debates chegam atrasados ao Brasil, graças à omissão da grande mídia)", afirma.
"Ao contrário do que diz a mídia brasileira, a Seguridade Social brasileira como um todo é superavitária. O famoso "déficit da Previdência" é causado pelo fato de que os governos de turno não contribuem com sua parte, destinando o dinheiro a outras rubricas ou ao pagamento de juros da dívida interna — que beneficia os graúdos", observa o jornalista.
"Marco Kremerman, da Fundación Sol, lembra que 70% dos chilenos ganham menos do equivalente a 2 mil reais por mês, resultando em aposentadorias que, em média, ficam em 1.000 reais — um salário mínimo brasileiro. O Chile "modelo" de Paulo Guedes, portanto, é algo que só existe na cabeça dele", ressalta.
Leia a íntegra no Viomundo.
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