Auxílio emergencial elevou consumo de alimentos das famílias de baixa renda

Pesquisa realizada pela consultoria Kantar aponta que os itens consumidos nos domicílios de todas as faixas de renda cresceu 4% em 2020 em comparação com o exercício anterior. Consumo de alimentos pelas famílias mais pobres subiu 8%

supermercados
supermercados (Foto: Roberta Namour)


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247 - O auxílio emergencial elevou em 8% o consumo de alimentos pelas famílias mais pobres ao longo do ano passado. De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria Kantar, em 2020, os itens consumidos nos domicílios de todas as faixas de renda cresceu 4% em comparação com o exercício anterior. 

 Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o levantamento  aponta que cerca de 70% das classes D e E, que possuem renda familiar de até R$ 2,6 mil, receberam o auxílio emergencial, que injetou cerca de R$ 300 bilhões na economia, no ano passado. Esta parcela da população gasta quase 25% de sua renda com alimentos. 

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A pesquisa aponta que o valor injetado pelo benefício fez com que ase presuntos famílias mais pobres passassem a incluir no cardápio itens de maior valor agregado, como apresuntados e presuntos. Ao todo, 

6,2 milhões de domicílios experimentaram empanados, do tipo nuggets, de frango, carne bovina e vegetais; 4,5 milhões compraram hambúrgueres, linguiças e maionese; 5,1 milhões passaram a usar manteiga e requeijão. Outros 7,1 milhões também utilizaram azeite, mesmo do tipo misto, em função da alta no preço do óleo de soja. 

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Neste ano, porém, o fim do benefício já provocou uma queda no consumo por parte destas famílias. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autoriza o pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial foi aprovada no Senado na última quinta-feira. O projeto seguiu para a Câmara do Deputados e a votação está ´prevista para acontecer entre a terça e quarta-feira desta semana. O valor deve variar entre R$ 150 e R$ 375.

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