Aumento do IR dos mais ricos afetaria só 325 mil brasileiros
A alteração na alíquota do imposto de renda afetaria apenas 325,5 mil brasileiros; segundo dados do IBGE, essa é a quantidade de brasileiros que ganhavam R$ 20 mil reais por mês ou mais em 2015 e seriam potencialmente afetados pela criação da nova alíquota no Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF), medida que estava em estudo pela área econômica; grupo representa apenas 0,3% da população ocupada no País, mas detém forte poder de pressão, a ponto de o próprio Michel Temer, depois de admitir que a medida estava em análise, ter se comprometido publicamente em não levá-la adiante
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247 - Apenas 325,5 mil brasileiros ganhavam R$ 20 mil reais por mês ou mais em 2015, segundo o IBGE, e seriam potencialmente afetados pela criação da nova alíquota no Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF), medida que estava em estudo pela área econômica.
O grupo representa apenas 0,3% da população ocupada no País, mas detém forte poder de pressão, a ponto de o próprio Michel Temer, depois de admitir que a medida estava em análise, ter se comprometido publicamente em não levá-la adiante.
Entidades empresariais e sindicatos chegaram a acusar o governo de prejudicar o assalariado com essa proposta. Só que mais da metade dos trabalhadores brasileiros ganha até dois salários mínimos por mês e não sentiria qualquer efeito da mudança. O rendimento médio no País hoje é de R$ 2,1 mil ao mês, um valor que não alcança sequer a atual faixa mais elevada do IR, que cobra uma alíquota de 27,5% de quem ganha mais do que R$ 4.664,68.
Os que declaram receber lucros e dividendos de empresas como pessoa física são 2,1 milhões, segundo levantamento do economista Sérgio Gobetti, do Ipea. Desse contingente, 340 mil declaram rendimentos total acima de R$ 325 mil ao ano. Esse grupo concentra 70% de toda a renda com lucros e dividendos declarada no IRPF. A tributação sobre essa fonte de renda também está sendo analisada, como mostrou o Estadão/Broadcast, e é a medida mais importante do ponto de vista da arrecadação, pois renderia ao menos R$ 15 bilhões.
As informações são de reportagem de Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes no Estado de S.Paulo.
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