Aumento da energia em 2015 ficará abaixo de 40%

Afirmação é do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que disse que "com certeza" o aumento médio nas tarifas de eletricidade no país em 2015 ficará abaixo de 40%; segundo ele, as estimativas de aumentos publicadas pela imprensa nesta quarta-feira não levam em conta efeitos positivos da melhoria da situação financeira das distribuidoras a ser obtida na revisão extraordinária de tarifas; o jornal O Estado de S. Paulo publicou que o reajuste médio será de 30%

Afirmação é do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que disse que "com certeza" o aumento médio nas tarifas de eletricidade no país em 2015 ficará abaixo de 40%; segundo ele, as estimativas de aumentos publicadas pela imprensa nesta quarta-feira não levam em conta efeitos positivos da melhoria da situação financeira das distribuidoras a ser obtida na revisão extraordinária de tarifas; o jornal O Estado de S. Paulo publicou que o reajuste médio será de 30%
Afirmação é do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que disse que "com certeza" o aumento médio nas tarifas de eletricidade no país em 2015 ficará abaixo de 40%; segundo ele, as estimativas de aumentos publicadas pela imprensa nesta quarta-feira não levam em conta efeitos positivos da melhoria da situação financeira das distribuidoras a ser obtida na revisão extraordinária de tarifas; o jornal O Estado de S. Paulo publicou que o reajuste médio será de 30% (Foto: Gisele Federicce)


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Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - O aumento médio nas tarifas de eletricidade no país em 2015 ficará abaixo de 40 por cento "com certeza", disse nesta quarta-feira o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

Respondendo a perguntas de jornalistas sobre texto publicado nesta quarta-feira pelo jornal Valor Econômico que afirma que as tarifas de energia poderão subir em média até 40 por cento este ano, o ministro, porém, evitou dar mais detalhes. O jornal O Estado de S. Paulo publicou que o reajuste médio será de 30 por cento.

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"Não creio em (aumento de) tarifa de 40 por cento", disse o ministro a jornalistas. Ao ser questionado se o reajuste será abaixo de 40 por cento, Braga respondeu "com certeza".

O ministro não informou quais os patamares médios tanto dos reajustes ordinários das tarifas quanto das revisões extraordinárias que serão pedidas pelas distribuidoras para fazer frente à elevação dos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e do preço da energia da usina hidrelétrica de Itaipu, que subiu cerca de 46 por cento.

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Segundo ele, as estimativas de aumentos publicadas pela imprensa nesta quarta-feira não levam em conta efeitos positivos da melhoria da situação financeira das distribuidoras a ser obtida na revisão extraordinária de tarifas.

"Este impacto poderá sofrer uma mudança significativa e uma renegociação por parte das distribuidoras, em função da melhora dos recebíveis, da melhoria da geração de caixa do setor elétrico e que, portanto, poderá implicar em uma melhoria do desempenho financeiro dos contratos que eles fizeram no ano passado", disse o ministro.

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Na terça-feira, uma fonte do governo federal disse à Reuters que o governo quer negociar com o setor bancário um alongamento de dois para três a quatro anos do prazo de pagamento dos empréstimos concedidos no ano passado para as distribuidoras, que somam 17,8 bilhões de reais.

Se o alongamento for aceito pelos bancos, o peso do pagamento dos empréstimos nas tarifas será diluído e isso pode ajudar a reduzir o aumento total das contas de luz em 2015.

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PETROBRAS

Braga falou com jornalistas ao deixar o Ministério de Minas e Energia, após reunião com a diretoria da Petrobras.

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Segundo ele, no encontro foram discutidos cenários gerais da estatal, como o plano de negócios e de investimentos. Questionado se a queda do preço do petróleo poderia levar a revisão dos investimentos da Petrobras, Braga respondeu: "Ainda não estamos com esse cenário decidido. Estamos analisando."

O ministro disse ainda que na reunião foi discutida também a situação dos contratos, ainda em vigor, da Petrobras com empresas envolvidas no esquema de irregularidades investigado no âmbito da operação Lava Jato, da Polícia Federal.

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"Esses contratos estão de pé, ainda. E ainda dependendo da orientação que não é do Ministério de Minas e Energia. Dependemos da AGU (Advocacia-Geral da União), CGU (Controladoria-Geral da União) e Ministério Público Federal, para que possamos ter um diagnóstico mais preciso e a partir daí tomar algumas providências", disse.

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