Até sexta-feira tem mais...
Ministro Guido Mantega avisa que novas medidas econômicas saem ainda esta semana; hoje foi o pacote de desonerações para a construção civil; hiperativismo do governo estaria freando investimentos?
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247 – Aguardem cenas do próximo capítulo até a próxima sexta-feira 7. Dentro do que os críticos já chamam de obsessão e os apoiadores tratam como esforço anti-cíclico, o ministro Guido Mantega anunciou mais um pacote de medidas econômicas a ser desatado antes da chegada do final de semana. A informação foi dada pelo titular da Fazenda logo após ele próprio ter divulgado, no início da tarde, uma série de desonerações para a indústria da construção civil. A apresentação sequencial de medidas econômicas já é alvo de críticas de agentes do mercado, que apontam para o fator surpresa como um elemento de insegurança em relação a novos investimentos. A área econômica do governo, no entanto, dá demonstrações que os ajustes setoriais não devem acabar tão cedo, prevalecendo a tese que os estímulos precisam ser aplicados até que a economia reaja. As projeções de crescimento de apenas 1% do PIB em 2012 consolidaram ainda mais essas duas visões antagônicas sobre o hiperativismo da Fazenda.
Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito de um novo anúncio de medidas econômicas:
Daniel Lima e Wellton Máximo _Repórteres da Agência Brasil, Brasília – Além da desoneração da folha de pagamento da construção civil, anunciada hoje (4), o governo prepara mais medidas de estímulo à economia. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse há pouco que o governo pretende lançar, nos próximos dias, um novo pacote para estimular os investimentos.
O ministro confirmou as medidas adicionais ao sair de audiência de quatro horas na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Ele informou apenas que as medidas sairão ainda nesta semana, mas evitou antecipar quaisquer ações do governo. Mantega não respondeu se o pacote trará a prorrogação do Reintegra e do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que acabarão no fim do ano.
O Reintegra é um regime especial para as empresas exportadoras por meio do qual as empresas que vendem para fora do país têm direito à devolução automática de até 3% do valor da mercadoria referentes a tributos federais cobrados ao longo da cadeia produtiva. O PSI é uma linha especial de crédito do BNDES que financia a compra de bens de capital (equipamentos usados na produção) e investimentos em pesquisa e inovação.
Mantega anunciou pela manhã que o governo pretende incluir o setor de construção civil no programa especial de desoneração da folha de pagamentos. Nesse modelo, os empregadores recolhem para a Previdência Social 2% sobre o faturamento, em vez de repassarem 20% sobre a folha de pagamento.
De acordo com o ministro, as empresas de construção passarão a recolher R$ 3 bilhões para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por ano, em vez dos R$ 6 bilhões atuais. Para Mantega, a medida não prejudicará as contas da Previdência Social porque os empregadores contratarão mais trabalhadores com carteira assinada, o que estimulará a arrecadação previdenciária.
O ministro também negou notícias veiculadas hoje na imprensa informando que o governo teria aprovado um reajuste de 10% no preço da gasolina a ser anunciado ainda esta semana. “Não haverá aumento, que eu saiba. A Petrobras não me informou nada. Como sou presidente do Conselho de Administração, se ela não me informar, não tem aumento”, declarou.
Mantega esclareceu ainda que não pediu ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que revisasse os cálculos do Produto Interno Bruto (PIB). Ele disse que pretende apenas pedir, em caráter informal, explicações sobre o impacto dos gastos do setor público com saúde e educação na economia. Durante a audiência, o ministro havia declarado que recebeu com estranheza o cálculo de crescimento de apenas 0,1% do PIB nos gastos da administração pública.
Edição: Davi Oliveira
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