'Assassino econômico' conta como ajudou os EUA a saquear a América Latina

O economista e autor do livro "Novas Confissões de um Assassino Econômico", John Perkins, conta como ajudou os EUA a pôr os países latino-americanos em dependência através de empréstimos do Banco Mundial; "Meu trabalho consistia em identificar países com grandes jazidas de petróleo, objetivo de nossas empresas norte-americanas. Depois, através do Banco Mundial e de seus parceiros lhes concedia enormes empréstimos. Mas o dinheiro nunca chegava a esses países, era transferido a empresas norte-americanas", disse; "Os melhores exemplos são o Equador, a Indonésia e a Colômbia, onde buscávamos o petróleo [...] Conseguimos que os Governos desses países aceitassem nossos enormes empréstimos e dessem em penhor suas reservas de petróleo", disse

O economista e autor do livro "Novas Confissões de um Assassino Econômico", John Perkins, conta como ajudou os EUA a pôr os países latino-americanos em dependência através de empréstimos do Banco Mundial; "Meu trabalho consistia em identificar países com grandes jazidas de petróleo, objetivo de nossas empresas norte-americanas. Depois, através do Banco Mundial e de seus parceiros lhes concedia enormes empréstimos. Mas o dinheiro nunca chegava a esses países, era transferido a empresas norte-americanas", disse; "Os melhores exemplos são o Equador, a Indonésia e a Colômbia, onde buscávamos o petróleo [...] Conseguimos que os Governos desses países aceitassem nossos enormes empréstimos e dessem em penhor suas reservas de petróleo", disse
O economista e autor do livro "Novas Confissões de um Assassino Econômico", John Perkins, conta como ajudou os EUA a pôr os países latino-americanos em dependência através de empréstimos do Banco Mundial; "Meu trabalho consistia em identificar países com grandes jazidas de petróleo, objetivo de nossas empresas norte-americanas. Depois, através do Banco Mundial e de seus parceiros lhes concedia enormes empréstimos. Mas o dinheiro nunca chegava a esses países, era transferido a empresas norte-americanas", disse; "Os melhores exemplos são o Equador, a Indonésia e a Colômbia, onde buscávamos o petróleo [...] Conseguimos que os Governos desses países aceitassem nossos enormes empréstimos e dessem em penhor suas reservas de petróleo", disse (Foto: Paulo Emílio)


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Sputnik Brasil - O economista e autor do livro "Novas Confissões de um Assassino Econômico", John Perkins, disse em entrevista à Sputnik Internacional como ajudou os EUA a pôr os países latino-americanos em dependência através de empréstimos do Banco Mundial.

Esse livro é uma continuação da autobiografia de Perkins "Confissões de um Assassino Econômico", publicada em 2004, onde ele relata a história da sua carreira de "economista principal e consultor econômico" em uma grande empresa de consultoria.

"Meu trabalho consistia em identificar países com grandes jazidas de petróleo, objetivo de nossas empresas norte-americanas. Depois, através do Banco Mundial e de seus parceiros lhes concedia enormes empréstimos. Mas o dinheiro nunca chegava a esses países, era transferido a empresas norte-americanas, incluindo construtoras como a Halliburton ou fornecedores como a General Electric", disse ele.

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Segundo Perkins, posteriormente, "as empresas norte-americanas iniciavam projetos de infraestrutura nesses países, que traziam benefícios apenas ao negócio dos EUA e a famílias ricas locais, enquanto os países ficavam com enormes dívidas que faziam sofrer a população pobre e a classe média".

O escritor lembrou o caso do Panamá, onde deveria ser construída uma rede elétrica no território de todo o país. Os EUA concederam ao país um grande crédito para esse projeto.

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"Mas o nosso objetivo real no Panamá era desacreditar o líder Omar Torrijos, ou seja, suborná-lo e fazer com que ele nos devesse uma grande quantidade de dinheiro para chantageá-lo e controlá-lo", confessou Perkins à Sputnik.

Entretanto, Torrijos tentou com que o seu país recuperasse o canal de Panamá, sublinhou Perkins. "O político de um pequeno país conseguiu opor-se ao grande poder dos EUA", acrescentou ele.

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"Mas não se tratava apenas do controle do canal por parte dos EUA, Torrijos também se opôs ativamente ao imperialismo norte-americano. Se converteu em uma figura líder a nível mundial, tanto política como ideológica", afirmou Perkins.

Em 1977, Torrijos firmou um tratado com os EUA que previa que, a partir de 1999, o Governo do Panamá teria o controle total sobre o canal.

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Em 1981, o líder panamenho morreu em um acidente aéreo. Nesse tempo Perkins trabalhava ativamente com a América do Sul. No seu livro "Novas Confissões de um Assassino Econômico" ele escreveu que Torrijos foi assassinado pela CIA.

Entretanto, o caso panamenho "foi uma exceção, porque se tratava de política". Havia "muitas outras maneiras de aproveitar-se dos empréstimos".

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"Os melhores exemplos são o Equador, a Indonésia e a Colômbia, onde buscávamos o petróleo [...] Conseguimos que os Governos desses países aceitassem nossos enormes empréstimos e dessem em penhor suas reservas de petróleo", disse Perkins.

Foi assim que as empresas norte-americanas "receberam acesso a seu petróleo a preços muito baixos e boas condições de mercado sem ter que cumprir todas as normativas de regulamentação ambiental", disse ele.

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Quando esses países já não podiam pagar os empréstimos, os EUA frequentemente diziam que Washington perdoaria a dívida se os países devedores votassem a seu favor na ONU e se lhe permitissem construir uma base norte-americana no seu território.

Perkins destacou que é "uma maneira muito antiga de estabelecer o controle sobre outro país, que tem sido usada por muitas potências mundiais, incluindo pela União Soviética".

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Atualmente, a Rússia também é alvo dessa estratégia econômica dos EUA. "E vice-versa, os EUA são alvo dos russos", disse Perkins.

Entretanto, o autor apela à humanidade para "entender que todo o mundo tem de lidar com a crise global que afeta todos".

"Creio que muitos políticos e líderes mundiais estão começando a entender que o velho sistema já não funciona. Precisamos de mudá-lo. Parece que só Donald Trump [presidente dos EUA] não o entende", concluiu o economista.

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