As mentiras sobre retomada da economia contadas desde o golpe contra Dilma Rousseff
Jornalista do DCM Joaquim de Carvalho recorda a série de mentiras contadas ao povo, desde o empresário Flávio Rocha, da Riachuelo, quando assegurou uma retomada econômica instantânea se Dilma caísse, passando por Henrique Meirelles com o PEC do Teto dos Gastos, Paulo Skaf e agora o presidente da Associação dos Lojistas de Shopping, Nabil Sahyoun
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247 - Depois da polêmica com a divulgação de dados que apontaram o crescimento nas vendas de Natal pela Associação dos Lojistas de Shopping - informação negada pela Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos) e até pelo Ibope - a pauta das 'fakenomics', como se expressou Fernando Brito, vem sendo fortemente abordada neste final de ano.
Em artigo no Diário do Centro do Mundo (DCM), o jornalista Joaquim de Carvalho resgata uma série de mentiras que vêm sendo contadas desde 2016, quando foi dado o golpe de Estado contra a então presidente Dilma Rousseff. À época, o empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, disse em entrevista à BBC que a retomada econômica seria instantânea se Dilma caísse.
"Ministro da Fazenda do governo Temer, hoje secretário do governador João Doria, Henrique Meirelles também engambelou o povo, quando defendeu a aprovação da emenda constitucional que congelaria os gastos públicos por 20 anos — exceto aqueles usados para o pagamento do serviço da dívida", escreve ainda o jornalista, lembrando em seguida que "o Eldorado prometido não surgiu, embora os muito ricos no Brasil tenham aumentado seu patrimônio".
Ele passa ainda por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, que "disse que a sociedade já tinha recuperado a confiança no governo, 'criando condições para retomar os investimentos e, consequentemente, o crescimento do Brasil'", e conclui:
"O único setor que se deu bem com as reformas é aquele que recebe do estado na forma de juros e amortizações da dívida pública. De acordo com levantamento da Auditoria Cidadã da Dívida, em 2018, 40,6% da receita do governo federal foram usados para o serviço da dívida pública. Saúde ficou com 4,09% e educação, com 3,62%. Esta é a realidade. O resto é papo furado".
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