Arteb demite 200 dos 800 funcionários e alega impacto da saída da Ford

Sindicato tenta negociação com a tradicional fabricante de autopeças. Metalúrgicos contestam demissões com paralisação e fazem assembleia nesta quinta

Trabalhadores da Arteb interromperam a produção depois que souberam dos cortes
Trabalhadores da Arteb interromperam a produção depois que souberam dos cortes (Foto: Adonis Guerra/SMABC)


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Rede Brasil Atual - Os trabalhadores da Arteb, fabricante de autopeças em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, fazem nova assembleia na tarde desta quinta-feira (28). 

Eles estão parados desde terça, depois que a Arteb anunciou demissões. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, serão 200 cortes, de um total de 800 funcionários – um quarto da mão de obra. A companhia alegou sofrer impacto do fechamento da Ford, anunciado no dia 11.

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“Discutimos também o futuro dessa planta, em recuperação judicial, e a produção”, disse o secretário-geral do sindicato, Moisés Selerges, após reunião com representantes da Arteb. “A empresa disse que tem um contrato com a Fiat para o segundo semestre, a partir de setembro, o que traria um gás para continuar produzindo.”

Saída menos traumática

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A Arteb é uma das mais tradicionais fabricantes do mercado de autopeças. Com a chegada da indústria automobilística ao Brasil, em 1959, a empresa – criada em 1934 – começou a fornecer faróis para as montadoras. A fábrica de São Bernardo do Campo iniciou atividades em 1967. Está em recuperação judicial desde 2016.

Em assembleia hoje (27) pela manhã), os trabalhadores decidiram manter a produção da Arteb interrompida contra as demissões . “A orientação é continuar com a produção parada. Aqueles que foram demitidos precisam participar das assembleias. Estamos buscando uma saída e uma situação menos traumática possível”, afirmou Moisés.

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