Armínio agora atribui a “risco Lula” o baixo crescimento do golpe

Embora previsse que a economia brasileira voltaria a crescer com o golpe, o economista Armínio Fraga, que seria o ministro da Fazenda de Aécio Neves, agora diz que o Brasil não cresce porque Lula pode voltar à Presidência; o curioso é que, com Lula, Brasil viveu o maior período de crescimento, inclusão social, distribuição de renda e criação de empregos em toda a sua história

Armínio Fraga, Aécio Neves e Lula
Armínio Fraga, Aécio Neves e Lula (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - O economista Armínio Fraga, que previu que o Brasil voltaria a crescer após o golpe que pôs Michel Temer no poder, agora diz que o problema da economia do País é a instabilidade causada por um possível retorno de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. 

 "Depois de uma recessão profunda seria de se esperar uma recuperação mais forte, mas isso não acontece quando se tem tanta incerteza", diz Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos. Armínio seria o ministro da Fazenda em caso de eleição de Aécio Neves.

"Ele [Lula] certamente é um político conectado com pelo menos parte importante do eleitorado, que tem boas lembranças da época dele, que foi por sua vez um período em que alguns astros se alinharam. Primeiro, ele próprio era um problema que ele pôde resolver. E fez isso basicamente jogando fora o programa do PT e trazendo Palocci, Meirelles e equipe. Depois ele se beneficiou de um 'boom' de preços de commodities e também da situação que permitiu um 'boom' de crédito. Foi uma fase boa e ele merece crédito por isso. Mas antes mesmo do fim do primeiro mandato, ele já patrocinou um desvio de rota bastante radical, que só ficou claro depois. Já estavam ali as origens da Nova Matriz que arruinou o país", afirmou Armínio em entrevista ao Valor.

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Armínio ainda minimizou viabilidade da candidatura de Lula, apesar do petista liderar com folga em todos os cenários e em todos os institutos de pesquisa,

"É difícil dizer se seria um forte candidato para segundo turno, eventualmente até com chance de ganhar. Hoje parece difícil que alguém que no fundo estava por trás de tudo o que aconteceu - a própria Dilma também foi escolha dele, que deu no que deu - imaginar que ele possa se eleger outra vez. Mas não dá para descartar. Pelo visto o país caminha para uma polarização. De um lado Lula, com o PT e seus satélites mais radicais, do outro uma direita conservadora, até hiperconservadora. Em tese haveria um bom espaço para uma candidatura de centro, hoje personificada no Doria (João Doria, prefeito de São Paulo)."

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