Arida, sócio do BTG Pactual, critica Caixa, sócia do BTG Pactual

Segundo o economista, que presidiu o BNDES no governo FHC e é hoje sócio do BTG Pactual, juros poderiam cair mais no Brasil se instituições como a Caixa, presidida por Jorge Hereda e da qual o BTG é sócio no Panamericano, não concedessem empréstimos subsidiados

Arida, sócio do BTG Pactual, critica Caixa, sócia do BTG Pactual
Arida, sócio do BTG Pactual, critica Caixa, sócia do BTG Pactual (Foto: Edição/247)


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247 - De algumas semanas para cá, a Caixa Econômica Federal tem recebido uma avalanche de críticas por, supostamente, alimentar uma bolha de crédito na economia brasileira. Ataques que, muitas vezes, partem de porta-vozes do sistema privado, insatisfeitos com a política de redução de juros lideradas por instituições públicas.

Nesta escalada, a Caixa não tem sido poupada nem por seus sócios. É o caso do economista Persio Arida, ex-presidente do BNDES e hoje sócio do banco de investimentos BTG Pactual, que, por sua vez, é sócio da Caixa no Panamericano. Em entrevista ao Estadão, Arida disse que os juros não caem mais no Brasil em razão dos subsídios concedidos por instituições como o BNDES e a própria Caixa.

Leia um trecho:

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"O BC tem de ser aplaudido porque baixou os juros corretamente e contra a opinião do mercado. Mas, se fossem eliminadas certas distorções, os juros poderiam cair mais. Por exemplo: partes substantivas do crédito são concedidas abaixo da Selic. São os créditos financiados pelo FAT e pelo FGTS. Quando o BNDES ou a Caixa fornecem crédito abaixo da taxa do mercado, levam o BC a fixar os juros acima do que precisaria."

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