Arida diz que Real precisa de novas reformas

O economista Persio Arida, um dos pais do Plano Real, que completa 20 anos nesta segunda, afirma que o Brasil necessita de uma nova agenda de reformas, capaz de reduzir a inflação e as taxas de juros; "Muitas das distorções da economia brasileira - pouco investimento, deficiência de infraestrutura, falta de competividade, baixa alavancagem financeira, elevados spreads bancários, escassez de financiamento para projetos de longo prazo - resultam de termos tido taxas de juros reais elevadas por décadas a fio. Com menos inflação e menores juros reais, o Brasil poderá escapar da armadilha do baixo crescimento em que se encontra", diz ele

O economista Persio Arida, um dos pais do Plano Real, que completa 20 anos nesta segunda, afirma que o Brasil necessita de uma nova agenda de reformas, capaz de reduzir a inflação e as taxas de juros; "Muitas das distorções da economia brasileira - pouco investimento, deficiência de infraestrutura, falta de competividade, baixa alavancagem financeira, elevados spreads bancários, escassez de financiamento para projetos de longo prazo - resultam de termos tido taxas de juros reais elevadas por décadas a fio. Com menos inflação e menores juros reais, o Brasil poderá escapar da armadilha do baixo crescimento em que se encontra", diz ele
O economista Persio Arida, um dos pais do Plano Real, que completa 20 anos nesta segunda, afirma que o Brasil necessita de uma nova agenda de reformas, capaz de reduzir a inflação e as taxas de juros; "Muitas das distorções da economia brasileira - pouco investimento, deficiência de infraestrutura, falta de competividade, baixa alavancagem financeira, elevados spreads bancários, escassez de financiamento para projetos de longo prazo - resultam de termos tido taxas de juros reais elevadas por décadas a fio. Com menos inflação e menores juros reais, o Brasil poderá escapar da armadilha do baixo crescimento em que se encontra", diz ele (Foto: Leonardo Attuch)


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247 - O economista Persio Arida, autor das propostas teóricas que deram origem ao Plano Real, que completa agora 20 anos, publica artigo neste domingo em que defende uma nova agenda de reformas na economia brasileira (leia aqui a íntegra).

"O Plano Real, mais do que uma reforma monetária, foi concebido como um projeto de modernização do país. As reformas estruturais e o controle das finanças públicas infundiram confiança na nova moeda. A lista do que foi feito nos anos seguintes ao lançamento do plano é impressionante: o fim do monopólio estatal em petróleo e telecomunicações; o saneamento do mercado financeiro e dos bancos estaduais; o programa de privatizações; a criação de agências reguladoras; a Lei de Responsabilidade Fiscal; o início da reforma previdenciária e o tripé macroeconômico, entre outros. Foram reformas de implementação dificílima, mas criaram as bases que sustentam a economia brasileira até hoje. O povo brasileiro abraçou o Real e deu o respaldo político às reformas para evitar a volta da hiperinflação", diz ele.

Segundo ele, o Brasil necessita de uma nova agenda de reformas. "Vinte anos depois, o desafio é outro. Temos uma inflação por volta de 6% ao ano, que mais alta seria se não houvesse o represamento das tarifas públicas, além dos preços de energia e gasolina (...) Mas, na inflação brasileira de 6%, há um fator extra de distorção. O que segura a inflação em 6% são juros reais muito elevados. Moeda estável de verdade não precisa de juros altos."

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O grande desafio agora, diz ele, é alcançar taxas de juros compatíveis com as internacionais. "O real será uma moeda estável de verdade quando pudermos ter uma inflação de 3%, digamos, com taxas reais de juros muito mais baixas do que as que temos hoje (...) É chegada a hora de implementar a segunda rodada de reformas e controlar o gasto público visando a reduzir a inflação para, digamos, 3% ao ano e destravar a economia brasileira com juros reais baixos. Muitas das distorções da economia brasileira --pouco investimento, deficiência de infraestrutura, falta de competividade, baixa alavancagem financeira, elevados spreads bancários, escassez de financiamento para projetos de longo prazo-- resultam de termos tido taxas de juros reais elevadas por décadas a fio. Com menos inflação e menores juros reais, o Brasil poderá escapar da armadilha do baixo crescimento em que se encontra."

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