Aposta em queda das ações da Usiminas dispara

Volume de papéis da siderúrgica alugados na Bolsa passa de 12%, diz Bloomberg. Queda na demanda por aço e desvalorização do real inflam os custos da dívida da empresa em dólar e prejudicam seu desempenho

Aposta em queda das ações da Usiminas dispara
Aposta em queda das ações da Usiminas dispara (Foto: Divulgação)


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247 - O preço das ações da Usiminas, o aumento da dívida da empresa em dólar e o indicador de operações a descoberto com papéis da siderúrgica na Bolsa -- mais de 12% do total de ações alugadas -- aumentam as expectativas do mercado de que as ações despenquem ainda mais depois de terem chegado ao nível mais baixo em oito anos. Analistas ouvidos pela Bloomberg não acreditam em perspectivas de melhora.

Leia, abaixo, matéria da Bloomberg publicada nesta quinta-feira, 21, no portal Exame.

O preço das ações da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais SA, as mais caras entre empresas brasileiras do setor, e o aumento de sua dívida alimentam apostas que o papel pode despencar ainda mais após chegar ao nível mais baixo em oito anos nesta semana.

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O volume de ações alugadas da Usiminas, indicador de operações a descoberto, passa de 12 por cento do total em circulação. É o maior nível entre siderúrgicas e mineradoras do País, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. A maior do setor no Brasil, a Gerdau SA, tem 3,45 por cento de ações alugadas enquanto a Cia. Siderúrgica Nacional SA tem 4,51 por cento.

A queda na demanda por aço pelo setor automotivo e a desvalorização do real, que tem inflado os custos de sua dívida em dólar, estão afetando o desempenho da Usiminas.

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As ações preferenciais da siderúrgica perderam 46 por cento nos últimos 12 meses. Depois que a dívida líquida deu um salto de 70 por cento em março em relação a um ano antes, a empresa pode fazer nova oferta de ações caso sua taxa de endividamento continue piorando, escreveram analistas do Bank of America Corp. em nota a clientes em 5 de junho.

Não há outra saída que não emitir ações e aumentar o capital se a Usiminas quiser manter seu plano de investimento, disse José Luiz Garcia, que ajuda a administrar R$ 3,2 bilhões na Mercatto Gestão de Recursos, no Rio de Janeiro, em entrevista por telefone. Segundo ele, o que se vê é uma empresa com margens baixas, dívida alta e poucas perspectivas de melhorar os resultados.

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