Após gerar maior rombo da história, Temer diz combater “populismo fiscal”

Em discurso no Fórum da revista Exame, em São Paulo, um dia depois de a arrecadação federal ter registrado queda real de 10,1% em agosto e de as contas públicas terem ficado em um déficit histórico, Michel Temer disse que, "ao assumir a Presidência, nos impusemos uma missão: a de inocular, no Brasil, uma vacina capaz de imunizar o País contra o populismo fiscal"

Em discurso no Fórum da revista Exame, em São Paulo, um dia depois de a arrecadação federal ter registrado queda real de 10,1% em agosto e de as contas públicas terem ficado em um déficit histórico, Michel Temer disse que, "ao assumir a Presidência, nos impusemos uma missão: a de inocular, no Brasil, uma vacina capaz de imunizar o País contra o populismo fiscal"
Em discurso no Fórum da revista Exame, em São Paulo, um dia depois de a arrecadação federal ter registrado queda real de 10,1% em agosto e de as contas públicas terem ficado em um déficit histórico, Michel Temer disse que, "ao assumir a Presidência, nos impusemos uma missão: a de inocular, no Brasil, uma vacina capaz de imunizar o País contra o populismo fiscal" (Foto: Gisele Federicce)


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247 - Depois de gerar o maior rombo da história, Michel Temer disse nesta sexta-feira 30, em discurso no fórum da revista Exame, em São Paulo, estar combatendo o “populismo fiscal”.

"Ao assumir a Presidência, nos impusemos uma missão: a de inocular, no Brasil, uma vacina capaz de imunizar o País contra o populismo fiscal", declarou Temer na abertura do evento. "Queremos, um Estado eficiente, adequado, que seja capaz de garantir igualdade de oportunidades para todos", acrescentou.

Pouco depois, ele voltou a falar em "populismo fiscal" ao defender a PEC do teto dos gastos públicos, que congela gastos em setores como educação e saúde.

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"Mencionei a necessidade de nos imunizarmos contra o populismo fiscal. É disso que trata a PEC nº 241 – a 'PEC do teto dos gastos públicos'. A aprovação desse projeto é fundamental para evitarmos uma espiral inflacionária e uma recessão mais profunda".

As declarações foram feitas um dia depois de a arrecadação federal ter registrado queda real de 10,1% em agosto e de as contas públicas terem ficado em um déficit histórico. No acumulado de 12 meses, o resultado negativo chegou a R$ 172,195 bilhões. Apenas em agosto, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 20,346 bilhões, o pior resultado negativo para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

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Leia mais sobre o discurso de Temer na reportagem da Reuters:

Sem PEC do teto de gastos dívida bruta poderá chegar a 100% do PIB em 2024, diz Temer

(Reuters) - O presidente Michel Temer reiterou nesta sexta-feira ser fundamental para o país a aprovação pelo Congresso da proposta de emenda à Constituição (PEC) que impõe um teto para os gastos públicos, afirmando que sem controle de despesas não há confiança que se traduza em investimentos.

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Segundo Temer, a dívida bruta poderá chegar a 100 por cento do PIB em 2024, ou mesmo antes, se a PEC não for aprovada. O presidente disse ainda não ter dúvidas da aprovação da proposta ainda neste ano.

"Nossos parlamentares têm compromisso inequívoco com as prioridades impostas pelo momento que vive o Brasil", disse Temer durante participação em fórum empresarial em São Paulo.

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(Reportagem de Brad Haynes e Luciano Costa)

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