Após gerar maior rombo da história, Temer diz combater “populismo fiscal”
Em discurso no Fórum da revista Exame, em São Paulo, um dia depois de a arrecadação federal ter registrado queda real de 10,1% em agosto e de as contas públicas terem ficado em um déficit histórico, Michel Temer disse que, "ao assumir a Presidência, nos impusemos uma missão: a de inocular, no Brasil, uma vacina capaz de imunizar o País contra o populismo fiscal"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - Depois de gerar o maior rombo da história, Michel Temer disse nesta sexta-feira 30, em discurso no fórum da revista Exame, em São Paulo, estar combatendo o “populismo fiscal”.
"Ao assumir a Presidência, nos impusemos uma missão: a de inocular, no Brasil, uma vacina capaz de imunizar o País contra o populismo fiscal", declarou Temer na abertura do evento. "Queremos, um Estado eficiente, adequado, que seja capaz de garantir igualdade de oportunidades para todos", acrescentou.
Pouco depois, ele voltou a falar em "populismo fiscal" ao defender a PEC do teto dos gastos públicos, que congela gastos em setores como educação e saúde.
"Mencionei a necessidade de nos imunizarmos contra o populismo fiscal. É disso que trata a PEC nº 241 – a 'PEC do teto dos gastos públicos'. A aprovação desse projeto é fundamental para evitarmos uma espiral inflacionária e uma recessão mais profunda".
As declarações foram feitas um dia depois de a arrecadação federal ter registrado queda real de 10,1% em agosto e de as contas públicas terem ficado em um déficit histórico. No acumulado de 12 meses, o resultado negativo chegou a R$ 172,195 bilhões. Apenas em agosto, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 20,346 bilhões, o pior resultado negativo para o mês desde o início da série histórica, em 1997.
Leia mais sobre o discurso de Temer na reportagem da Reuters:
Sem PEC do teto de gastos dívida bruta poderá chegar a 100% do PIB em 2024, diz Temer
(Reuters) - O presidente Michel Temer reiterou nesta sexta-feira ser fundamental para o país a aprovação pelo Congresso da proposta de emenda à Constituição (PEC) que impõe um teto para os gastos públicos, afirmando que sem controle de despesas não há confiança que se traduza em investimentos.
Segundo Temer, a dívida bruta poderá chegar a 100 por cento do PIB em 2024, ou mesmo antes, se a PEC não for aprovada. O presidente disse ainda não ter dúvidas da aprovação da proposta ainda neste ano.
"Nossos parlamentares têm compromisso inequívoco com as prioridades impostas pelo momento que vive o Brasil", disse Temer durante participação em fórum empresarial em São Paulo.
(Reportagem de Brad Haynes e Luciano Costa)
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247