Após FMI, Tombini diz que Copom considera todas as informações relevantes

"O presidente Tombini ressalta que todas as informações econômicas relevantes e disponíveis até a reunião do Copom são consideradas nas decisões do colegiado", destacou comunicado do Banco Central, presidido por Alexandre Tombini, no primeiro dia de reuniões para decidir sobre a Selic

Alexandre Tombini, Governor, Central Bank of Brazil, speaks during the seminar IMF Latin America in the Spotlight: New Challenges for Central Banking in Latin America during the 2015 IMF/World Bank Annual Meetings in Lima, Peru. Ryan Rayburn/IMF Photo
Alexandre Tombini, Governor, Central Bank of Brazil, speaks during the seminar IMF Latin America in the Spotlight: New Challenges for Central Banking in Latin America during the 2015 IMF/World Bank Annual Meetings in Lima, Peru. Ryan Rayburn/IMF Photo (Foto: Gisele Federicce)


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SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira que o Copom leva em consideração todas as informações relevantes e disponíveis nas suas decisões, pouco depois de o FMI divulgar uma piora nas previsões econômicas para o país.

"O presidente Tombini ressalta que todas as informações econômicas relevantes e disponíveis até a reunião do Copom são consideradas nas decisões do colegiado", destacou comunicado do BC, no primeiro dia de reuniões para decidir sobre a Selic.

O documento foi divulgado cerca de uma hora depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciar as revisões em seu relatório "Perspectiva Econômica Global", piorando a perspectiva de contração da atividade econômica brasileira em 2016 e não vendo mais retomada do crescimento em 2017.

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Segundo o FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve sofrer retração de 3,5 por cento este ano e ficar estagnada em 2017. Os números são piores do que as estimativas de economistas brasileiros ouvidos pelo BC na pesquisa semanal Focus.

No comunicado, Tombini avaliou como "significativas" as revisões para o Brasil feitas pelo FMI, destacando que a entidade "atribui a fatores não econômicos as razões para esta rápida e pronunciada deterioração das previsões".

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"Parece uma desculpa para quem não quer subir juros", disse o sócio-gestor da Absolute Investimentos Renato Botto, ressaltando que há grande incerteza em relação à decisão do Comitê de Política Monetária do BC desta semana. Ele acredita que o BC deve elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, a 14,75 por cento, mas a decisão não deve ser unânime.

O Copom dá início nesta terça-feira a dois dias de reuniões para discutir a taxa de juros básico.

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A expectativa de economistas consultados na pesquisa Focus é de que o Copom eleve a Selic em 0,5 ponto percentual na quarta-feira, o mesmo apontado em pesquisa da Reuters.

Já o mercado futuro de DIs passou a mostrar chances aproximadamente iguais de alta de 0,25 e 0,50 ponto. Até a véspera, a curva indicava probabilidade majoritária de aumento de 0,50 ponto percentual.

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(Reportagem de Camila Moreira e Bruno Federowski)

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