Antes empolgado, mercado agora aposta em reforma reduzida
Apesar do discurso oficial do governo Michel Temer sobre a necessidade da reforma da Previdência, o mercado financeiro não vem demonstrando empolgação devido as dificuldades enfrentadas para se conseguir reduzir as diferenças entre o regime geral e os servidores públicos; avaliação atual é que o governo somente deverá aprovar uma reforma reduzida e que terá um impacto menor que o esperado sobre o déficit nas contas do governo, que deve chegar a R$ 159 bilhões neste ano
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247 - Apesar do discurso oficial do governo Michel Temer sobre a necessidade da reforma da Previdência, o mercado financeiro não vem demonstrando empolgação devido as dificuldades enfrentadas para se conseguir reduzir as diferenças entre o regime geral e os servidores públicos. A avaliação atual é que o governo somente deverá aprovar uma reforma reduzida e que terá um impacto menor que o esperado sobre o déficit nas contas do governo, que deve chegar a R$ 159 bilhões neste ano.
Um levantamento feito pelo Valor Pro, serviço de informações em tempo real do jornal Valor Econômico, junto a 40 economistas do mercado financeiro entre maior e julho aponta que primeiro semestre a aprovação da reforma não estava descartada para aquele período. Ainda segundo os economistas, a taxa de juros estava ligada diretamente a aprovação da reforma. A Selic, porém, caiu dois pontos percentuais, mesmo sem a provação da medida.
Em julho, quando a crise política foi aprofundada a partir da divulgação das delações de executivos do grupo JBS que implicaram Temer diretamente em um esquema de corrupção, a maioria dos analistas ouvidos pelo levantamento avaliavam a possibilidade do não conseguir aprovar nenhuma das reformas idealizadas. Os economistas, contudo, achavam que a reforma poderia ser aprovada de forma limitada Contudo, para a maioria, a reforma ainda poderia ser aprovada até o fim do ano, limitada e provavelmente com impacto reduzido para as contas públicas.
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