Andrade é 1ª envolvida na Lava Jato a receber grande operação de crédito

Após quase três anos em que o mercado ficou praticamente travado, saiu a primeira grande operação de crédito para um grupo empresarial envolvido na Lava-Jato; a Andrade Gutierrez Participações emitiu R$ 1,6 bilhão em debêntures não conversíveis e conseguiu uma folga no caixa, pressionado pela queda de dois dígitos em suas receitas; a emissão ocorre em um momento de incertezas para o grupo, que fechou acordo de leniência pelo qual se compromete a pagar multa de R$ 1 bilhão. A empreiteira não celebra um contrato para obra com o setor público desde 2014 e encerrou o ano passado com queda do faturamento acima de 20%

Andrade Gutierrez
Andrade Gutierrez (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Após quase três anos em que o mercado ficou praticamente travado, saiu a primeira grande operação de crédito para um grupo empresarial envolvido na Lava-Jato. A Andrade Gutierrez Participações emitiu R$ 1,6 bilhão em debêntures não conversíveis e conseguiu uma folga no caixa, pressionado pela queda de dois dígitos em suas receitas. A emissão ocorre em um momento de incertezas para o grupo, que fechou acordo de leniência pelo qual se compromete a pagar multa de R$ 1 bilhão. A empreiteira não celebra um contrato para obra com o setor público desde 2014 e encerrou o ano passado com queda do faturamento acima de 20%.

As informações são de reportagem de Daniel Rittner no Valor.

"A empresa lançou as debêntures com prazo de seis anos e custo de 136,9% do CDI. Os papéis foram comprados majoritariamente pelo Bradesco, coordenador da emissão. O Banco do Brasil também participou e ambos poderão distribuir os títulos. Para viabilizar o negócio, a Andrade deu como garantia o dobro do valor em ações que detém na CCR, empresa de infraestrutura com importante carteira de rodovias e aeroportos no Brasil e no exterior. Além disso, foi dado aval corporativo da holding AGSA à operação.

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Para Gustavo Coutinho, diretor financeiro da AG Engenharia, a emissão de debêntures representa um voto de confiança dos investidores. "O mercado ainda acredita na gente", disse. "Se você tiver as garantias adequadas, há espaço para emissões por empresas de infraestrutura e engenharia".

Com o dinheiro, a Andrade Gutierrez pretende agir em três frentes. Uma é o resgate antecipado de debêntures com prazo de dez anos lançadas em 2012, que demandará R$ 550 milhões. Outros R$ 600 milhões permitirão o alongamento de uma dívida da AGSA que venceria em dezembro. Mais R$ 400 milhões vão resolver compromissos financeiros da AG Concessões. O restante ajudará a diminuir a alavancagem das demais empresas do grupo."

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