Ameaças golpistas de Bolsonaro fazem dólar subir mais de 2%
Um dia após as manifestações golpistas convocadas por Jair Bolsonaro, a moeda norte-americana avançou 2,31%, sendo cotada a R$ 5,2960
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Luana Maria Benedito, Reuters - O dólar subia mais de 2% contra o real nesta quarta-feira pós-feriado de 7 de Setembro, com os operadores elevando a cautela após novos ataques do presidente Jair Bolsonaro aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As novas investidas ocorreram no feriado do Dia da Independência, quando Bolsonaro participou de atos em Brasília e São Paulo, e agora os investidores ficam de olho nas reações do Congresso e do Judiciário.
Um possível impeachment do presidente Jair Bolsonaro já passou a ser discutido por diversos partidos que até o momento não fazem oposição sistemática ao governo, mas que condenaram os discursos de Bolsonaro no dia 7 de Setembro.
Às 12:12, o dólar avançava 2,31%, a 5,2960 reais na venda, e chegou a tocar 5,3020 reais na máxima do dia. O dólar futuro subia 2,41%, a 5,312 reais.
Esse comportamento refletia avaliação de boa parte dos mercados de que o discurso inflamado de Bolsonaro colabora para o agravamento da tensão institucional no Brasil, o que pode repercutir negativamente sobre o desempenho econômico.
Os eventos de terça-feira mostram que Bolsonaro "tem ainda bastante apoio popular e continua sendo personagem importante no cenário político/eleitoral", mas, "por outro lado, o ambiente institucional deve ficar ainda mais tenso", escreveram analistas da Genial Investimentos. "O resultado será mais incerteza e volatilidade e, provavelmente, menos crescimento e mais inflação."
Na última sessão, na segunda-feira, a moeda norte-americana spot caiu 0,14%, a 5,1764 reais na venda.
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