Alta da inflação provocará elevação dos juros, diz Fernando Brito

"O resultado da inflação de dezembro – 1,15%, superando as piores expectativas – coloca, antecipadamente, em questão o único elemento de estímulo com que conta a economia brasileira: a queda dos juros", aponta o editor do Tijolaço

Paulo Guedes
Paulo Guedes (Foto: Ministério da Economia)


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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço – Não é preciso falar dos efeitos sobre o consumo, porque este cada leitor e leitora sente ao ir ao supermercado.

Também não é preciso falar das ameaças de aumento do preço da energia – tensão no mercado de petróleo e reservatórios baixos no Sul, no Norte e no Sudeste (neste, 20,5% da capacidade, apenas, dois meses depois de iniciado o período chuvoso).

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O resultado da inflação de dezembro – 1,15%, superando as piores expectativas – coloca, antecipadamente, em questão o único elemento de estímulo com que conta a economia brasileira: a queda dos juros.

Qualquer resultado para janeiro perto de 0,4% de inflação terá o efeito de igualar a inflação à taxa de juros oficial, a Selic, agora em 4,5% ao ano.

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Para os mais pobres – quando é medida pelo INPC – já está igual: 4,48% em 12 meses, com escandalosos 6,64% no grupo Alimentação.

Juro zero em país que está totalmente dependente de capital externo, sem capacidade de investimento próprio, seja pela poupança interna seja pela ação estatal?

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Seria adorável se as coisas funcionassem assim e as suas dívidas, com juros neutros ou negativos, não ficassem maiores do que você tomou emprestado ficassem estáticas ou até diminuíssem de valor.

Como seria fantástico se todo o dinheiro que se consegue amealhar – ou atrair de fora – fosse para a produção e, daí, ao consumo crescente.

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Não é o caso, evidentemente.

A próxima reunião do Conselho de Política Monetária é em 4 e 5 de fevereiro. Já ninguém, é claro, cogita de nova redução.

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Mas começa a haver a impressão de que o movimento da Taxa Selic pode se inverter, para assegurar a rolagem dos títulos brasileiros.

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