Ajuste fiscal? Temer faz novas concessões a grupos organizados

As despesas com funcionários terceirizados, auxílio-moradia e outros benefícios ficarão de fora dos limites fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal, nos casos do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunais de Contas estaduais por um período de dez anos; a concessão foi feita pelo ministro Henrique Meirelles  na negociação para se aprovar a renegociação das dívidas dos estados; desde que assumiu o poder provisório, Michel Temer já ampliou o déficit fiscal para R$ 170 bilhões

Brazilian Finance Minister Henrique Meirelles (L) and acting President Michel Temer attend a meeting 
Brazilian Finance Minister Henrique Meirelles (L) and acting President Michel Temer attend a meeting  (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – As promessas de ajuste fiscal ficaram mais distantes na noite de ontem, quando o governo interino fez novas concessões para tentar aprovar a renegociação das dívidas dos estados.

"Para tentar aprovar o projeto de renegociação da dívida dos Estados com a União, o presidente interino, Michel Temer, decidiu ceder à pressão de alguns órgãos e flexibilizar o limite para gastos com pessoal", informam os jornalistas Eduardo Cucolo, Gustavo Uribe e Gabriel Mascarenhas

"As despesas com funcionários terceirizados, auxílio-moradia e outros benefícios ficarão de fora dos limites fixados pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), nos casos do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunais de Contas estaduais por um período de dez anos. O objetivo é evitar o corte de prestadores de serviços e desses benefícios nesses órgãos."

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O custo da renegociação das dívidas dos estados é de cerca de R$ 50 bilhões. Desde que assumiu, Temer ampliou em mais de R$ 100 bilhões o rombo fiscal previsto, que deverá ser próximo a R$ 170 bilhões.

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