Aécio e entidades criticam manutenção da Selic em 11%
Candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, criticou a decisão do Copom de manter a taxa de juros em 11%; "O Brasil está preso numa armadilha de baixo crescimento e inflação elevada. Mas não apenas: também nos tornamos reféns da mais alta taxa de juros do mundo, como confirmado hoje pela decisão do Copom que manteve a Selic em 11% ao ano", disse; presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, disse que "essa política de juros altos só tem contribuído para turbinar o lucro dos bancos e a concentração da renda"; já o presidente da Associação Comercial de SP, Rogério Amato, disse que o ideal seria a redução da taxa
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247 - O candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de manter a taxa de juros em 11%. "O Brasil está preso numa armadilha de baixo crescimento e inflação elevada. Mas não apenas: também nos tornamos reféns da mais alta taxa de juros do mundo, como confirmado hoje pela decisão do Copom que manteve a Selic em 11% ao ano. Trata-se de mistura indigesta, que impede o país de voltar a crescer e gerar melhores condições de vida para sua população", afirmou.
Segundo ele, a taxa básica de juros "continua mais alta do que quando a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo". "Pior: desde fins do ano passado, voltamos a liderar o nada honroso ranking mundial de juros reais. Desde então, a cada decisão do Copom nos distanciamos das demais economias", completou.
Aécio afirma ainda que "baixar os juros abusivos praticados no Brasil é obrigação de um governo responsável e realmente comprometido com a melhoria das condições de vida no país".
Associação Comercial
O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, também criticou a decisão do Copom. "O baixo nível das atividades econômicas, evidenciado pelos diversos indicadores da produção e do consumo, além da queda da confiança de empresários e consumidores, recomendariam a redução da taxa SELIC para evitar o agravamento da desaceleração da economia. O Copom, no entanto, preferiu manter a Selic inalterada, tendo em vista a alta da inflação, que ultrapassou o limite superior do teto da meta, de 6,5%. É preciso que a política fiscal ajude a reduzir as expectativas inflacionárias, a fim de que o Banco Central possa diminuir a taxa de juros para estimular a economia", declara Amato, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e presidente-interino da CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil).
Contraf-CUT
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) criticou a manutenção da taxa básica de juros em 11% ao ano. “Os únicos beneficiados são os bancos, os rentistas e grandes especuladores financeiros, que continuarão lucrando muito, tirando recursos públicos que deveriam ser direcionados para o crescimento da economia com distribuição de renda”, afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.
Para ele, “o Copom deixou escapar uma nova oportunidade para baixar a Selic e forçar uma queda dos juros e dos spreads dos bancos, a fim de baratear o crédito para a produção e para o consumo, incentivando o emprego e a distribuição de renda”.
O presidente da Contraf-CUT avalia que o custo social e econômico da utilização da Selic no controle da inflação tem se revelado muito elevado para o país. “É urgente acionar outras políticas voltadas para este fim, cujos efeitos sejam menos danosos para a sociedade. É necessário buscar outras variáveis, que possibilitem a geração de empregos e o aumento da remuneração média dos trabalhadores", enfatiza Cordeiro.
"Essa política de juros altos só tem contribuído para turbinar o lucro dos bancos e a concentração da renda. Para que haja um crescimento sustentável é necessário que tenha desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda", concluiu.
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