Aécio: "bastou queda de Dilma para Bolsa disparar"

Oposição comemora combinação de queda da presidente na pesquisa CNI/Ibope e alta de estatais na Bolsa de Valores de São Paulo; presidenciável do PSDB sobe à tribuna do Senado para sublinhar causa e efeito; "bastou uma pesquisa de opinião acenar para uma diminuição de popularidade da presidente da República que hoje as ações da Eletrobras estão subindo 9% e da Petrobras, 6,8%", disse Aécio Neves (PSDB-MG); queda na avaliação do governo Dilma mudou tendência do Ibovespa, com disparada de Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil

Oposição comemora combinação de queda da presidente na pesquisa CNI/Ibope e alta de estatais na Bolsa de Valores de São Paulo; presidenciável do PSDB sobe à tribuna do Senado para sublinhar causa e efeito; "bastou uma pesquisa de opinião acenar para uma diminuição de popularidade da presidente da República que hoje as ações da Eletrobras estão subindo 9% e da Petrobras, 6,8%", disse Aécio Neves (PSDB-MG); queda na avaliação do governo Dilma mudou tendência do Ibovespa, com disparada de Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil
Oposição comemora combinação de queda da presidente na pesquisa CNI/Ibope e alta de estatais na Bolsa de Valores de São Paulo; presidenciável do PSDB sobe à tribuna do Senado para sublinhar causa e efeito; "bastou uma pesquisa de opinião acenar para uma diminuição de popularidade da presidente da República que hoje as ações da Eletrobras estão subindo 9% e da Petrobras, 6,8%", disse Aécio Neves (PSDB-MG); queda na avaliação do governo Dilma mudou tendência do Ibovespa, com disparada de Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil (Foto: Gisele Federicce)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - O presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) comemorou nesta quinta-feira 27, na tribuna do Senado, a alta das ações das estatais na Bovespa. "Bastou uma pesquisa de opinião acenar para uma diminuição de popularidade da presidente da República, que hoje as ações da Eletrobras estão subindo 9%, da Petrobras, 6,8%", disse, em discurso que defendeu a criação da CPI da Petrobras.

"Será que esse governo se fragilizou de tal forma que basta um prenúncio, mesmo distante, ou uma leve perspectiva de que não continuarão no poder para que a sociedade reaja, o mercado reaja, e as empresas se recuperem o seu patrimônio ou pelo menos parte dele?", questionou, em seguida, o futuro adversário da presidente nas eleições.

Em sua fala, o tucano ressaltou que o caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras "não é o único negócio danoso para" a empresa e que a CPI "permitirá que cada uma das questões levantadas possam ser esclarecidas". "A crise na Petrobras revela a perda de algo essencial na gestão pública: a meritocracia para ocupar cargos públicos", atacou o senador.

continua após o anúncio

Leia abaixo matérias do portal Infomoney sobre a alta das estatais nesta quinta-feira:

Ibovespa chega a subir 3% com nova pesquisa sobre Dilma e supera os 49 mil pontos

continua após o anúncio

O que tinha tudo para ser um dia morno para o Ibovespa, acabou se tornando uma sessão bastante movimentada para o índice, logo após a divulgação da pesquisa de avaliação de popularidade da presidente Dilma Rousseff. Às 12h54 (horário de Brasília), o índice seguia com ganhos de 2,50%, a 49.162 pontos, após subir 3,15% na máxima do intraday.

O índice futuro apontava, até às 10h da manhã, uma sessão perto da estabilidade, com o mercado repercutindo os dados sobre a economia dos EUA em linha com o esperado, o alerta do Fed sobre bolha de ativos e o relatório trimestral de inflação do Banco Central.

continua após o anúncio

Porém, a avaliação do governo Dilma, divulgada por volta das 10h, mudou a tendência do índice. A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff caiu de 43% para 36% segundo pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Com isso, as ações de empresas estatais registravam as maiores altas, com Eletrobras (ELET3, R$ 6,23, +7,60%; ELET6, R$ 10,62, +3,71%), Petrobras (PETR3, R$ 14,55, +5,59%; PETR4, R$ 15,19, +5,49%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,41, +6,16%).

Como o mercado não gosta das seguidas intervenções do governo Dilma nas estatais federais, os investidores mostram menor aversão ao risco quando se sinaliza o enfraquecimento da presidente petista para a reeleição. Em meados do mês, rumores de pesquisa que indicaram que Aécio Neves e Eduardo Campos se aproximariam de Dilma na preferência dos eleitores movimentaram as ações, mas não se concretizaram, com Dilma permanecendo com a mesma distância em relação aos outros dois candidatos.

continua após o anúncio

E não são somente as estatais que têm um desempenho positivo: siderúrgicas, elétricas e imobiliárias também tem ganhos e poucas ações têm baixa. As ações da Suzano (SUZB5) caem pelo quinto pregão consecutivo, acumulando no período queda de 10,9%. Somente neste pregão, os papéis registravam queda de 1,46%, a R$ 8,10. Pelo seu perfil exportador, a empresa é penalizada hoje por conta da queda do dólar frente ao real. Neste momento, registrava desvalorização de 1,43%.

"A cada queda da Dilma teremos uma forte alta na bolsa", afirmou gestor da Asset do Itaú

continua após o anúncio

Arthur Ordones - Luiz Félix Cavallari, gestor do Itaú Asset Management, afirmou no evento "Integração de questões ambientais, sociais e de governança na avaliação de empresas – evolução e tendências no Brasil e no mundo", que a única coisa que pode mudar o cenário pessimista do mercado é a eleição presidencial. "A cada queda da presidente nas pesquisas, nós veremos uma forte reação de alta na bolsa. O mercado já provou isso na semana passada, apenas com os rumores de uma queda, e nesta quinta-feira (27)", disse.

Apesar da força das pesquisas eleitorais, o especialista falou que a instituição está muito pessimista com a bolsa neste ano e que 2015 deve ser ainda pior. "O problema no setor de energia elétrica vai levar a um racionamento. Se não for neste ano será no ano que vem", afirmou. "Isso vai causar um efeito brutal na nossa economia", completou Cavallari.

continua após o anúncio

Além disso, o gestor lembrou também que por termos a Copa do Mundo e as eleições, este é um ano perdido em termos de dias úteis, o que irá impactar bastante a produção industrial e as vendas do comércio. "Por conta disso estamos muito pessimistas no médio longo prazo".

Pesquisas eleitorais

continua após o anúncio

Na semana passada, o boato de que a presidente, Dilma Rousseff, iria cair na pesquisa do Ibope, levou o Ibovespa e as companhias estatais a terem uma forte alta. Já nesta quinta-feira (27), a pesquisa de avaliação do governo Dilma do CNI/Ibope mostrou uma queda de sete pontos percentuais em relação a ultima (de 43% para 36%).

Com isso, o Ibovespa está subindo quase 3,15% neste intraday, com a Petrobras (PETR4) em alta de 6,39%, a PETR3 de 6,68%, a Eletrobras (ELET6) com elevação de 4,98% e o Banco do Brasil (BBAS3) com valorização de 6,77%. Todas com base em dados das 15h13 do pregão desta quinta-feira (27).

Segundo Félix, isso ocorre porque uma mudança de governo pode mudar a forma de governança das companhias estatais. "Por isso que as que mais sentiram o efeito foram a Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil. A expectativa positiva é pela mudança na governança corporativa dessas companhias", concluiu.

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247