"Administrador quer leiloar vinhos que deixou estragar"

Ex-banqueiro e controlador do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira denuncia administrador judicial da massa falida do banco, Vânio Aguiar: "Ele agora tenta leiloar os vinhos para que não haja provas da má conservação!"

"Administrador quer leiloar vinhos que deixou estragar"
"Administrador quer leiloar vinhos que deixou estragar" (Foto: Edição/247)


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247 - O ex-banqueiro e controlador do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, não gostou de saber que o administrador judicial da massa falida do banco, Vânio Aguiar, pretende leiloar centenas de garrafas de vinho que Edemar mantinha em sua adega. "Como pode? Ele próprio contratou um perito, Oliver Smith, neste ano, que constatou avançada deterioração!", disse o ex-banqueiro. "Constatou-se que garrafas, algumas de alto valor, apresentam redução do nível líquido, enquanto outras já se encontram vazando e mais outras apresentando início de deterioração", constata trecho do relatório do perito Oliver Smith, registrou Edemar.

"Ele agora tenta leiloar os vinhos para que não haja provas da má conservação!", denuncia o ex-banqueiro. "Ele se veste de ovelha, mas é um lobo", continua Edemar, que dispara: "Além de estar se descuidando de patrimônios da humanidade, obras de arte de valor inestimável, agora também quer enganar leiloando garrafas de vinho que ele próprio sabe que deixou estragar".

De acordo com nota publicada pelo ex-banqueiro, relatórios feitos pelos peritos do Museu de Arte Contemporânea (MAC) mostram que das 600 obras que estão no interior de mansão, 100 apresentam fungos, mofo e craquelamentos. "O que significa problemas sérios de conservação em obras de arte, pinturas, esculturas e fotografias de mestres como Portinari, Di Cavalcanti, Brecheret, Frank Stela, Volpi, Irving Penn, entre outros", diz a nota.

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Edemar reclama que há uma determinação do Tribunal de Justiça para que os danos sejam verificados in loco, mas que o administrador ainda não permitiu que isso ocorra. Além do problema dos vinhos estragados e das obras de arte, a casa está com vazamentos hidráulicos, reatores, elevadores quebrados e com sua parte externa degradada. "O administrador cobra do grupo de credores mais de R$ 300 mil mensais para administrar a massa falida do Banco Santos e de mais outras oito falências indevidamente pagas também por eles. Para onde está indo esse dinheiro?, questiona o ex-banqueiro.

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