Adiantando as soluções
Antes de fazer planos e novos desembolsos com o 13º salário, é necessário ponderarmos se estes recursos deverão ser canalizados para saldar as dívidas antigas
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Estamos em uma semana do ano muito aguardada pelos trabalhadores de todo o Brasil: dia 30 de novembro, sexta-feira, ocorrerá o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário, e para alguns beneficiários do INSS, já ocorrerá o crédito da segunda parcela.
A partir de agora, praticamente todas as semanas seguintes serão recheadas de recebimentos. Mas será que esta projeção de fato ocorrerá? Será que estamos com nosso mapa financeiro organizado ao ponto de sabermos as melhores opções de gastos ou investimentos?
Pelo lado do empregado, o adiantamento do décimo terceiro salário é aguardado com muita ansiedade. Primeiro, que se trata da parcela de maior volume dentro dos recebíveis do décimo terceiro, uma vez que os descontos legais recaem apenas na segunda parcela. Segundo, que o reforço de caixa é o primeiro impulso no comércio local, e inicia de fato o período de agitação econômica.
Outra análise importante a se destacar é o momento de aperto pelo qual o fluxo de caixa das empresas passará, destacando que haverão seguidos desembolsos para os trabalhadores, e àquelas empresas que não estiverem preparadas deverão buscar capital com terceiros para honrar a demanda trabalhista.
Logo em seguida à primeira parcela do décimo terceiro salário, os empresários deverão quitar o salário de novembro. Depois, passadas mais duas semanas, teremos novamente a segunda parcela do décimo terceiro. Posteriormente a isso, já baterá à porta a folha de pagamento de dezembro.
Neste entretempo, é fato que muitos planos e sonhos serão atingidos, outros terão suas expectativas ultrapassadas, e alguns ficarão desapontados, pois não conseguirão alocar em todos os desejos o recurso injetado pelos pagamentos descritos anteriormente.
É um tempo muito positivo para a economia, mas este aporte adicional de dinheiro circulando precisa ser gerenciado de forma muito mais eficiente do que os padrões normais de recebimento.
Busco dizer com isso que é necessário antes de fazer planos e novos desembolsos, ponderarmos se estes recursos do décimo terceiro deverão ser canalizados para saldar as dívidas antigas, que dia após dia corroem a renda disponível para o consumo e ampliam o abismo entre uma vida financeira saudável e um emaranhado de dívidas.
A prioridade para saldar as dívidas deve sempre começar por aquelas com maiores juros e por aqueles credores que estão dispostos a negociar alguma redução nos juros ou que contemplem uma negociação mais vantajosa para que você possa adimplir o combinado.
Tente não reparcelar a dívida para pagamentos futuros que não caibam no fluxo de caixa pessoal. O dinheiro extra do décimo terceiro é provido uma vez ao ano, e tal recurso adicional deve ser utilizado de forma a reduzir ao máximo a dívida, além que pagamentos únicos para saldar os compromissos atrasados oferecem a oportunidade de redução dos juros.
Para aqueles que estão com o fluxo positivo, a entrada destes recursos financeiros poderá ser canalizada para o consumo ou para a poupança. Há de se destacar que, quando a opção for o consumo, não devemos perder o horizonte temporal, que significa lembrar que o próximo ano traz consigo pagamentos de IPVA, escola, IPTU e outros desembolsos que não estão incluídas no cotidiano de gastos.
Para quem optar por investimentos, títulos do tesouro direto estão em um bom momento, principalmente aqueles que estão atrelados aos indicadores de inflação. CDB´s e outros fundos de renda fixa vêm perdendo rentabilidade, o que direciona a escolha para as LCI´s, que, apoiada na isenção do imposto de renda sobre seus rendimentos, acaba rentabilizando de forma superior aos outros investimentos.
Não podemos descartar a opção de se aportar os recursos em investimentos de renda variável, como ações ou fundo de ações. Lembro que tal aplicação requer um período maior de indisponibilidade do recurso, com o objetivo de minimizar as possibilidades de perda e garantir maior rentabilidade.
Para quem possui plano de previdência privada, principalmente o PGBL, pode-se aportar recurso do décimo terceiro para garantir um abatimento maior nas cotas do Imposto de Renda, sendo assim, uma das últimas oportunidades de se garantir esse benefício.
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