Ações da Saab disparam 30% após acordo com o Brasil

Contrato de US$ 4,5 bilhões para a venda de 36 caças à Força Aérea Brasileira fortalece a posição da empresa aeroespacial sueca na concorrência por pedidos de exportação nos próximos anos

Gripen NG Demonstrator landing at Farnborough 19 July 2010.
Gripen NG Demonstrator landing at Farnborough 19 July 2010. (Foto: Gisele Federicce)


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19 Dez (Reuters) - As ações da Saab saltavam cerca de 30 por cento nesta quinta-feira, após a empresa aeroespacial sueca vencer as rivais dos Estados Unidos e da França e conseguir um contrato de 4,5 bilhões de dólares para fornecer caças ao Brasil, fortalecendo sua posição na concorrência por pedidos de exportação nos próximos anos.

A escolha brasileira pelo jato Gripen da Saab em vez do F/A-18 Super Hornet, da Boeing, e do Rafale, da Dassault Aviation, mostrou que o grupo nórdico é capaz de bater pesos-pesados da aviação global, assegurando o desenvolvimento de uma aeronave que estava cercada de dúvidas.

Até agora, apenas a força aérea da Suécia comprou Gripens de última geração, com a Suíça posicionada para um acordo e o Brasil optando na quarta-feira por um modelo similar. A Saab, no entanto, está competindo em preço em um momento em que os orçamentos de defesa estão sendo cortados em muitos países.

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"Se o Brasil, a Suécia e a Suíça escolhem a Saab, isso torna mais fácil que outros países escolham o Gripen, pois isso remove a incerteza circundando o projeto", disse Stefan Cederberg, analista da SEB.

"Se você vai investir em novas aeronaves para os próximos 30 a 40 anos, a probabilidade aumentou consideravelmente de que você faça o investimento com o sistema Gripen."

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Às 11h11 (horário de Brasília), as ações da sueca Saab subiam 30,83 por cento, em um ganho surpreendente após notícias de que a espionagem dos Estados Unidos sobre o Brasil ajudou a arruinar as chances da Boeing de vencer o acordo.

Gerações anteriores do Gripen foram vendidas ou arrendadas à África do Sul, Hungria, Tailândia, República Tcheca e Grã-Bretanha, além de usadas pela própria força aérea da Suécia.

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Com as forças aéreas ao redor do mundo enfrentando dificuldades para justificar compras bilionárias de novas aeronaves, a Saab tem conseguido se manter competitiva contra rivais maiores como a Boeing e a Lockheed Martin devido ao custo mais baixo de seus aviões.

"Para todo lugar do mundo que vou, quase todas as pessoas dizem que têm um desafio, que têm um orçamento que não suporta as capacidades que elas desejam", disse Lennart Sindahl, vice-presidente-executivo sênior da Saab. "Nós mostramos que podemos fornecer capacidades ao mesmo tempo em que não destruímos totalmente o orçamento do cliente, e acredito que este seja um fator vencedor para o sucesso agora".

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A Saab, cujo maior acionista é a Investor AB, da família Wallenberg, com uma participação de 30 por cento, afirma que os custos operacionais de seus Gripens são 50 por cento menores que os de aviões concorrentes.

(Por Simon Johnson e Niklas Pollard)

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