Ações da Petrobras fecham em alta à espera de balanço

Vale assume protagonismo em "dia D" para Petrobras e Ibovespa fecha em alta de 1,59%; em dia volátil, as ações da estatal voltaram a subir perto do fim do pregão enquanto investidores esperam a divulgação do balanço da companhia, encerrando a sessão com leves ganhos de 0,53% (PETR3) e 0,23% (PETR4)

Vale assume protagonismo em "dia D" para Petrobras e Ibovespa fecha em alta de 1,59%; em dia volátil, as ações da estatal voltaram a subir perto do fim do pregão enquanto investidores esperam a divulgação do balanço da companhia, encerrando a sessão com leves ganhos de 0,53% (PETR3) e 0,23% (PETR4)
Vale assume protagonismo em "dia D" para Petrobras e Ibovespa fecha em alta de 1,59%; em dia volátil, as ações da estatal voltaram a subir perto do fim do pregão enquanto investidores esperam a divulgação do balanço da companhia, encerrando a sessão com leves ganhos de 0,53% (PETR3) e 0,23% (PETR4) (Foto: Gisele Federicce)


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Por Lara Rizério • Ricardo Bomfim

SÃO PAULO -  O Ibovespa fechou em forte alta nesta quarta-feira (22) com a força compradora em cima de Vale superando a cautela com Petrobras à espera da divulgação do balanço. Lá fora, os mercados tomaram sentidos divergentes com as bolsas asiáticas subindo impulsionadas pelos estímulos na China e os índices europeus caindo por preocupações com a Grécia e queda nos preços do petróleo pressionando o setor de energia.

O benchmark da Bolsa brasileira fechou o dia com ganhos de 1,59%, a 54.617 pontos. Com esta alta, o índice "engoliu" a maior parte das três últimas quedas, quando saiu de 54.918 pontos para 53.761 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial fechou em baixa de 0,55%, a R$ 3,007 na compra e a R$ 3,008 na venda, voltando ao patamar dos R$ 3,00.

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Para Bruno Gonçalves, analista da WinTrade, questões pontuais em empresas como a Vale eram as principais responsáveis pelo movimento do índice, em um dia sem grandes drivers no quadro macroeconômico e de agenda mais fraca. Segundo ele, o principal fato mais macro é o aumento do Fundo Partidário, que é negativo porque prejudica ainda mais o ajuste fiscal. Por outro lado, conforme indicou o vice-presidente Michel Temer, este valor pode ser contingenciado. 

Além disso, no cenário político, a XP Investimentos lembra que está prevista a conclusão da votação do projeto sobre terceirização de mão de obra, incluindo pontos acertados entre partidos da base aliada e da oposição. Ainda fica no radar dos investidores a regulamentação da mudança do indexador da dívida dos Estados e Municípios, que volta hoje à pauta do plenário do Senado.

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Vale sobe 10% e Petrobras oscila

As ações da Petrobras (PETR3; PETR4), voltaram a subir perto do fim do pregão enquanto investidores esperam a divulgação do balanço, encerrando a sessão com leves ganhos. Em relatório, a agência de classificação de risco Moody's disse que o balanço da companhia é positivo para o crédito do País. Os dados da empresa serão avaliados em reunião do conselho de administração e devem mostrar o total de perdas contábeis gerado pelas denúncias da Operação Lava Jato. Sem o resultado, cerca de US$ 10 bilhões da dívida da Petrobras, equivalente a aproximadamente 5% do PIB (Produto Interno Bruto) poderiam ficar sujeitos à aceleração do pagamento.

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As ações da Vale (VALE3; VALE5) tiveram forte alta com o preço do minério de ferro avançando 4% na China. A mineradora ainda divulgou o seu relatório de produção. A produção de minério da companhia subiu 4,9%, a 74,5 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2015. As estimativas, no entanto, eram de que a produção ficasse em 78,7 milhões de toneladas. Foi a melhor produção da empresa para um primeiro trimestre. No mesmo período do ano passado, a quantidade produzida de minério de ferro pela companhia ficou em 71 milhões de toneladas. Com isso, os ativos subiram quase 10%.

Quem também contribuía para a alta do Ibovespa junto com a Vale eram os bancos, que, de acordo com Bruno Gonçalves da WinTrade, têm uma sessão de recuperação depois de caírem forte nos últimos pregões com a possibilidade de aumento na taxação maior do lucro líquido (a famosa CSL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de 15% para 19%. Fecharam em alta os papéis de Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC3; BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4). 

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