Acionistas aprovam processo de privatização da Eletrobras

Eles destacaram itens para dar prosseguimento à privatização, com o aumento de capital social da Eletrobras, colocando novas ações na bolsa de valores

Frente do prédio da empresa Eletrobras, no Rio de Janeiro, Brasil
Frente do prédio da empresa Eletrobras, no Rio de Janeiro, Brasil (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)


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247 - Acionistas da Eletrobras autorizaram nesta terça-feira, 22, a privatização da companhia elétrica em uma Assembleia Geral Extraordinária, uma semana depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) ter dado o primeiro aval à venda da estatal, informou o G1.

Eles destacaram doze itens para dar prosseguimento ao processo de privatização, com o aumento de capital social da Eletrobras, colocando novas ações na bolsa de valores para que a União deixe de ter cerca de 70% do capital votante e passe a ter em torno de 45%.

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Já que a Eletronuclear e a Itaipu Binacional não serão privatizadas, os acionistas pedem reestruturação societária da estatal, com a criação da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar,) estatal que ficará responsável pelas duas ativos.

Os acionistas também querem a criação de uma ação especial para a União, chamada de golden share, que permite que a União tenha direito ao veto em deliberações relacionadas à governança. 

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O próximo passo é a avaliação do TCU sobre o modelo de venda proposto pela União.

PT pede ao STF suspensão de privatização

O PT ajuizou, nesta terça, um Mandado de Segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido liminar, para a suspensão de todos os trâmites de venda da Eletrobrás até que as irregularidades denunciadas pela Câmara dos Deputados sejam apuradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A Comissão da Câmara apurou irregularidades no processo de desestatização da Eletrobrás, por meio de PFCs n. 55 e 56.

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De acordo com o documento do partido, "a omissão objeto do presente Mandado de Segurança tem como consequência o atentado à competência fiscalizatória contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, disposta no artigo 70, da Constituição Federal de 1988".

"Foram identificadas diversas incongruências nos estudos técnicos realizados pelo Ministério de Minas e Energia para valoração e métrica da produção energética da empresa e consequente avaliação de preço de mercado para desestatização", acrescentou.a legenda. 

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No dia 15 de fevereiro, o TCU deu o primeiro aval para a privatização da Eletrobras. Foram seis votos favoráveis e um contra, do ministro Vital do Rêgo. Em seu voto, o magistrado destacou que "nenhum país" com produção elétrica proveniente de energia hidráulica fez até hoje.

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