Abrir mais a economia seria “desastre”, diz ministro do Desenvolvimento
"Os empresários não querem política industrial ativa? Querem que a economia brasileira se mexicanize, transformando a indústria em uma linha de montagem?", questiona Mauro Borges, rebatendo as críticas dos empresários contra a presidente Dilma Rousseff; segundo ele, o País perdeu saldo comercial por ser uma economia muito aberta; segundo ele, a reclamação de falta de diálogo com o governo é "propaganda enganosa" de empresários que são contra Dilma
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247 – Abrir mais a economia brasileira, a fim de que o País seja mais competitivo, seria um "desastre", na opinião do ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges. Ele rebateu, em entrevista neste sábado à Folha de S. Paulo, a opinião de Pedro Passos, do Iedi – instituto que reúne grandes empresários brasileiros.
"Ele está equivocado. A visão dele é que a abertura comercial é um instrumento de política industrial. Seria um desastre para a indústria brasileira. A política comercial é favorável à competitividade, desde que acompanhada de política industrial ativa. Nenhum país fez abertura comercial unilateral", afirmou o ministro.
Segundo ele, a imprensa divulga de forma "fantasiosa" a reclamação de empresários de falta de diálogo com a presidente Dilma Rousseff. "A presidenta recebeu diversas vezes o fórum nacional da indústria para discutir uma pauta comum. O ministro Guido Mantega recebe empresários semanalmente. Eu devo ter recebido [desde fevereiro, quando assumiu] mais de 300 empresários. Essa reclamação é propaganda enganosa de empresários que são contra a presidenta".
Sobre investimentos, ele acredita que "houve um ciclo de expansão na economia mundial, que se esgotou", mas o País está "criando condições" para que as empresas invistam. "Também há um fator de curtíssimo prazo: a eleição. Isso cria expectativa em relação à política econômica do próximo governo", acrescentou.
Questionado se a política de desonerações será mantida, ele lembrou que Mantega "deixou claro" que "o componente anticíclico seria eliminado e que manteria os elementos estruturais". "A desoneração da folha de pagamentos, por exemplo, veio para ficar. Já a redução do IPI sobre móveis, eletrodomésticos e carros tende a voltar à normalidade", exemplificou.
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