Abilio defende CPMF e taxar capital especulativo
"Para combater a inflação, não pode baixar a taxa de juros. Com isso, atrai dinheiro de fora, derruba o dólar e valoriza o real", opina o empresário, para quem "o governo de Michel Temer está cercado de pessoas de competentes" na área econômica; em sua avaliação, seria necessário também taxar o dinheiro especulativo que entra no Brasil
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247 – Otimista com os novos rumos da economia no Brasil, o empresário Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração da BRF, tem como bandeiras a volta da CPMF, o fim da guerra fiscal entre os Estados e a taxação de capital especulativo.
"Muita gente fala da CPMF como se fosse um palavrão. Palavrão é deixar a classe mais pobre sofrer, não gerar emprego, não ativar a economia. Isso, sim, é ruim para o País. Por que recomendo a CPMF? Porque é simples de implantar e arrecadar", opina.
Em entrevista ao Estado de S. Paulo neste domingo 14, ele avalia a gestão do BNDES como um "desastre" e diz que "o governo de Michel Temer está cercado de pessoas de competentes" na área econômica. Ele acredita que Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, "é um guardião da inflação".
"Mas têm os efeitos colaterais. Para combater a inflação, não pode baixar a taxa de juros. Com isso, atrai dinheiro de fora, que é especulativo de curto prazo. Isso derruba o dólar. O real vai se valorizando cada vez mais. É ruim porque é fictício", diz.
Para ele, "este é [um] problema da Fazenda", não do BC. "Não tem que ter pudor com dinheiro especulativo. Tem de taxar. Coloca IOF (imposto sobre operações financeiras), arrecada e põe no caixa. Quando você taxa, o investidor entende isso. A taxação é uma diminuição da taxa de juros. Esse tipo de medida tem que ser tomada".
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