A queda do bitcoin, a China e a Tesla de Elon Musk: o complexo universo das criptomoedas

Na tarde desta quarta-feira (19), a criptomoeda principal perdeu 14% de seu valor, chegando a US$ 37.420. Ela havia flertado um pouco antes com o limite de US$ 30.000, um valor que não era mais visto desde o final de janeiro

(Foto: Reuters)


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Da RFI - O bitcoin moderou um pouco a sua queda depois de perder até 30% do seu valor nesta quarta-feira (19), após um alerta da China contra as criptomoedas que se somaram aos comentários do CEO da Tesla, Elon Musk. Na tarde de hoje, a criptomoeda principal perdeu 14% de seu valor, chegando a US$ 37.420. Ela havia flertado um pouco antes com o limite de US$ 30.000, um valor que não era mais visto desde o final de janeiro.

O preço da criptomoeda subiu um pouco após um tuíte do CEO da Tesla, Elon Musk, sugerindo que sua empresa, que adquiriu US$ 1,5 bilhão em bitcoins no início do ano, não os vendeu, ao contrário do que sugeria um tuíte anterior do excêntrico miliardário.

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No entanto, Musk decidiu em meados de maio recusar pagamentos de bitcoin por seus veículos elétricos, ao contrário de um compromisso anterior, e nisso ele não voltou atrás.

Em sua baixa diária desta quarta-feira, cotado a US$ 30.016, o bitcoin perdeu quase um terço de seu valor em comparação com o início da semana e mais da metade em comparação com seu maior recorde, de apenas um mês atrás, em 14 de abril, de US$ 64.869,78.

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China alerta para o perigo da especulação

As criptomoedas "não são moedas verdadeiras", consideraram nesta quarta-feira várias federações bancárias chinesas de referência, alertando para o perigo da "especulação", em um país que prepara a sua própria moeda digital.

A China foi durante algum tempo um dos baluartes do bitcoin, a moeda virtual mais difundida do mundo. No entanto, em 2019, Pequim deu uma guinada radical e declarou os pagamentos com criptomoedas ilegais no país, acusando-as de servir a "atividades criminosas".

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O país temia o risco especulativo que as criptomoedas poderiam representar para seu sistema financeiro e estabilidade social. E enquanto o interesse por moedas virtuais cresce no exterior, três federações bancárias chinesas pediram na terça-feira aos estabelecimentos financeiros que não aceitem ou usem criptomoedas como meio de pagamento.

"Recentemente, os preços das moedas virtuais dispararam e depois despencaram no exterior, e as atividades especulativas deram um salto", disseram as federações em um comunicado conjunto.

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Isso "mina seriamente a segurança dos bens das pessoas e perturba a ordem econômica mundial", criticou o texto assinado pela Federação Nacional de Financiamento na Internet, Federação Bancária da China e Federação de Pagamento e Compensação.

Impulsionado pelo interesse de investidores cada vez mais sérios - de bancos institucionais de Wall Street a gigantes do Vale do Silício - o mercado de criptomoedas cresceu para mais de US$ 2,5 trilhões em meados de maio de 2020, de acordo com o site Coinmarketcap, que coleta informações sobre cerca de 10.000 criptomoedas.

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Mudança de opinião de Musk

Mas, desde então, o mercado perdeu quase US$ 700 mil, principalmente após a mudança de opinião de Elon Musk, CEO da fabricante de veículos elétricos Tesla, e fundador do Paypal.

Depois de anunciar no início do ano que havia investido parte da receita da Tesla em bitcoins, o bilionário decidiu proibir, em meados de maio, o pagamento de seus veículos com bitcoins, citando os impactos no meio ambiente causados por esta moeda virtual.

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Criado em 2008, o bitcoin consumiria cerca de 150 terawatt-hora (TWh) de eletricidade por ano, ou tanto quanto o consumo de um país como a Polônia ou até mesmo um terço das necessidades da França. Também é 12 vezes mais do que o consumo do Google em 2019 (12,2 TWh).

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