A polêmica operação Nextel
As intenções aparentemente são boas. Ao favorecer a entrada de um concorrente na telefonia celular, o governo agiria para reduzir os preços e melhorar os péssimos serviços das operadoras. O problema é que, aparentemente, o negócio favorece uma empresa ligada ao marido da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra
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247 - Sobre um ponto, há consenso. A telefonia no Brasil é uma das mais caras e também mais ineficientes do mundo. Uma dose a mais de competição, portanto, faria bem ao sistema. Por isso mesmo, o governo estuda permitir que a Nextel, que opera por rádio, compre as licenças de telefonia celular da Unicel, empresa que adquiriu as concessões, mas não conseguiu colocar o serviço em prática.
O problema é que a Unicel pertence ao empresário José Roberto Melo da Silva, que é amigo de José Roberto Camargo Campos, marido da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. E esta ligação está sendo explorada, em reportagens do fim de semana de Veja e Folha, para bombardear a operação.
A Nextel está disposta a pagar cerca de R$ 370 milhões para levar as concessões da Unicel, que, por sua vez, tem uma dívida de R$ 500 milhões com a Anatel. Concorrentes da Nextel, como Vivo, Claro, TIM e Oi, defendem que a Unicel tenha sua concessão cassada e que, se for o caso de abrir espaço para um novo concorrente, que seja em leilão -- e não por meio de uma venda direta.
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