‘A hora mais sombria de minha vida’, FMI diz que crise do coronavírus pode ser pior que 2008
Segundo a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que para se recuperar da crise “é fundamental priorizar a contenção e fortalecer os sistemas de saúde, em todos os lugares”
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247 - Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva informou durante declaração à imprensa nesta sexta-feira, 3, que o mundo entrou em recessão e que a pandemia do coronavírus gerou uma crise como nenhuma outra, segundo a Suno Research.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, também reforçou a declaração, salientando a importância de primeiro combater o vírus e, em seguida, resolver o problema econômico.
Georgieva declarou que a economia nunca havia parado desta forma e acrescentou “esta é a hora mais sombria da minha vida, uma grande ameaça para o mundo inteiro, e exige que nos defendamos e nos unamos”.
Salientou ainda “nosso apelo conjunto aos formuladores de políticas em qualquer lugar é que eles reconheçam que proteger a saúde pública e a economia são coisas que caminham juntas. Precisamos fazer ambas”. Segundo ela, 90 países já recorreram a empréstimos emergenciais para amenizar os impactos da crise causadas pelo coronavírus.
A dirigente do fundo ainda disse que a recuperação econômica depende da contenção do vírus. “Nossa previsão de uma recuperação no próximo ano depende de como conseguiremos conter o coronavírus e reduzir o nível de incerteza”, afirmou. Georgieva também disse que a pandemia pode trazer consequências iguais ou piores à crise financeira de 2008. A recuperação, no entanto, é esperada em 2021. “Para chegar lá, é fundamental priorizar a contenção e fortalecer os sistemas de saúde – em todos os lugares. O impacto econômico é e será severo, mas quanto mais rápido o vírus parar, mais rápida e forte será a recuperação”.
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