2014: mercado prevê avanço de quase 2% do PIB

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central projetam crescimento de 1,99% do PIB; economistas mantiveram a perspectiva de que a Selic será elevada em 0,25% nesta semana e fechará 2014 em 10,5%

RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 17-07-2012, 11h00: Especial "Brasil que mais cresce". Linha de producao da MAN Caminhoes, em Resende, no Centro-Sul Fluminense do Rio de Janeiro. Resende e Porto Real sao duas cidades da Regiao Centro-Sul Fluminense com elevado
RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 17-07-2012, 11h00: Especial "Brasil que mais cresce". Linha de producao da MAN Caminhoes, em Resende, no Centro-Sul Fluminense do Rio de Janeiro. Resende e Porto Real sao duas cidades da Regiao Centro-Sul Fluminense com elevado (Foto: Gisele Federicce)


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Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) projetam crescimento de 1,99% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, este ano. A estimativa anterior para o crescimento da economia era 1,95%. Para 2015, houve ajuste na projeção de crescimento de 2,50% para 2,48%.

A estimativa para a expansão da produção industrial foi mantida em 2,2%, este ano, e ajustada de 2,89% para 3%, em 2015. A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 35% para 34,95%, em 2014, e segue m 35%, em 2015.

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Ainda de acordo com a pesquisa do BC a instituições financeiras, a previsão para o superávit comercial (exportações menos importações) subiu de US$ 8 bilhões para US$ 8,25 bilhões, este ano. Para 2015, a previsão segue em US$ 12 bilhões.

A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 71,3 bilhões para US$ 71,6 bilhões, este ano, e mantida em US$ 71,1 bilhões, em 2015. A projeção para a cotação do dólar continua R$ 2,45, este ano, e foi ajustada de R$ 2,45 para R$ 2,47, em 2015.

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A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões, este ano. Para 2015, a projeção passou de US$ 60 bilhões para US$ 59 bilhões.

Sobre a previsão da taxa Selic, leia abaixo reportagem da Reuters:

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Economistas cravam Selic a 10,25% esta semana e mantêm projeção para 2014 em 10,5%

SÃO PAULO, 13 Jan (Reuters) - Economistas de instituições financeiras mantiveram a perspectiva de que a Selic será elevada em 0,25 ponto percentual nesta semana e deixaram inalterada a projeção para a taxa básica de juros neste ano, mesmo vendo mais inflação em 2014 após o IPCA ter mostrado resistência ao aperto da política monetária em 2013.

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A pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que os economistas mantiveram sua projeção para a Selic neste ano em 10,50 por cento pela sétima semana seguida, patamar que será alcançado em fevereiro com mais um aumento de 0,25 ponto percentual.

Porém a mediana das estimativas do Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, passou a mostrar expectativa de maior aperto monetário neste ano, com o juro básico encerrando 2014 a 11,25 por cento, ante 11,00 por cento anteriormente.

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Para 2015, os economistas em geral veem mais aperto, com a Selic encerrando a 11,50 por cento, ante 11,25 por cento na semana anterior.

O Comitê de Política Monetária (Copom) divulga na quarta-feira o futuro da Selic, atualmente em 10 por cento, pressionado pelo nível acima do esperado da inflação no ano passado. Pesquisa da Reuters mostrou que 29 de 44 economistas consultados esperam que o BC eleve a Selic em 0,25 ponto percentual, enquanto 14 veem alta de 0,50 ponto.

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O IPCA encerrou 2013 com alta de 5,91 por cento, dentro da tolerância da meta oficial mas acima do resultado do ano anterior. Somente em dezembro o indicador oficial de inflação avançou 0,92 por cento, maior alta em mais de 10 anos.

Os economistas consultados no Focus veem agora a inflação encerrando 2014 a 6,00 por cento, ante 5,97 por cento anteriormente. Em 2015, a perspectiva foi mantida em 5,50 por cento.

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Para a inflação nos próximos 12 meses, por sua vez, a perspectiva foi ligeiramente corrigida a 5,99 por cento, ante 6,0 por cento na pesquisa anterior.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os economistas estimam que em 2013 tenha havido um crescimento de 2,27 por cento, ante os 2,28 por cento estimados na pesquisa anterior. Para 2014, eles elevaram a projeção a 1,99 por cento, ante 1,95 por cento anteriormente, enquanto para 2015 a expectativa de expansão recuou para 2,48 por cento, ante 2,50 por cento.

(Por Camila Moreira)

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