[Tédio] Invencível: “difícil assistir até o final”

"Invencível, o filme dirigido por Angelina Jolie, deveria ser um adjetivo, não só da resistência de Zamperini (personagem principal), mas também para os que assistem a obra. Tem de ter muita força para assistir até o final"; análise de Rafael Samways, em sua coluna cultural no 247; publicitário fala ainda sobre o novo disco de Cássia Eler e sobre o documentário "As canções", de Eduardo Coutinho

"Invencível, o filme dirigido por Angelina Jolie, deveria ser um adjetivo, não só da resistência de Zamperini (personagem principal), mas também para os que assistem a obra. Tem de ter muita força para assistir até o final"; análise de Rafael Samways, em sua coluna cultural no 247; publicitário fala ainda sobre o novo disco de Cássia Eler e sobre o documentário "As canções", de Eduardo Coutinho
"Invencível, o filme dirigido por Angelina Jolie, deveria ser um adjetivo, não só da resistência de Zamperini (personagem principal), mas também para os que assistem a obra. Tem de ter muita força para assistir até o final"; análise de Rafael Samways, em sua coluna cultural no 247; publicitário fala ainda sobre o novo disco de Cássia Eler e sobre o documentário "As canções", de Eduardo Coutinho (Foto: Gisele Federicce)


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Por Rafael Samways*, para o Brasil 247

Na tela

Invencível, o filme dirigido por Angelina Jolie, deveria ser um adjetivo, não só da resistência de Zamperini (personagem principal), mas também para os que assistem a obra. Tem de ter muita força para assistir até o final. O roteiro falha em longas narrativas que deveriam ter sido cortadas. Abusa da violência gratuita e a vida megainteressante do atleta olímpico preso no Japão se perde no meio de uma sobrevivência entediante num bote em alto mar. Imaginava que a passagem no campo de prisioneiros fosse mais bem explorada e não uma caçada por comida e água em meio ao oceano.

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Tenho como referência para este tipo de filme o "Império do Sol" (1987) (trailer), dirigido por Spielberg, e uma das primeiras atuações de Christian Bale. Na verdade um dos meus filmes preferidos. Por tanto, fica difícil ter uma percepção positiva da película de Jolie.

Nos méritos, apenas fiquei impressionado com a entrega do ator Jack O'Connell (Zamperini na trama) em alterar sua estrutura física, e emagrecer muito. Talvez o único acerto da diretora foi na escolha do ator principal. Neste caso, O'Connell dará o que falar nos próximos anos nas atuações de Hollywood. Fiquemos de olho.

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No Mp3

Cássia Eller num primeiro momento. Em seguida, quando noto quem está cantando, vejo que trata-se da cantora revelação Ava Rocha. No ano passado ela lançou 'Você não vai passar", neste álbum, a referência fica mais para Céu do que Cássia. No entanto, quando você escuta o álbum completo recém lançado, percebesse a alternância do timbre de voz, e assim, a similaridade com a "cantora contraventora" dos anos 90.

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Quando pesquisei sobre a Ava descobri que ela é filha do Glauber. Sim! Do Glauber Rocha, e ela já está no audio-visual desde os 14 anos. Produziu clipes e pequenos filmes. Honrando a memória do pai. Porém, a sua filiação pouco importa neste caso. O moça tem talento e mostra em seu lançamento 'Ava Patrya' - disponível para download gratuito aqui - uma promessa de sucesso da MPB para 2015.

No confessionário

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Numa conversa de bar, contando um roteiro que gostaria de produzir sobre Amor e Guerra, e depois num inbox via face, recebo uma indicação de documentário referência que ignorava. Minha ideia de doc caiu por terra depois de assistir "As Canções". Trata-se de uma das últimas obras de Eduardo Coutinho. Confesso que do roteirista ícone dos anos 70, apenas vi Dona Flor e Seus Dois Maridos, e depois, já sob sua direção, Babilônia 2000.

"As canções" é um dos documentários mais sensíveis que já vi. Mescla histórias de vida, basicamente de aventuras e desventuras de amor, com canções marcantes para os personagens. Não é possível eu estabelecer algum tipo de resenha, ou crítica. O filme é baseado em sensações e muita sinceridade. E o melhor, ele está disponível gratuitamente aqui. Invista numa hora e meia, e se emocione com este filme.

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Namastê

*Rafael Samways é publicitário atuante em marketing politico e comunicação pública. Nas horas vagas tenta rabiscar sobre cinema, música e artes.

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