Servidores fazem piquete em frente ao Ministério da Cultura
Movimentação foi pacifica e os trabalhadores não estão sendo impedidos de trabalhar; grevistas reclamam da falta de condições de trabalho e pedem equiparação salarial com categorias que servem em outras áreas no âmbito federal, e que fazem a mesma função; como parte do movimento nacional, cerca de 40 servidores também se reuniram em frente ao Museu da República, no Catete, zona sul do Rio
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Da Agência Brasil
Servidores do Ministério da Cultura (MinC) fizeram hoje (15) um piquete em frente ao prédio do órgão, em Brasília. A movimentação foi pacifica e os trabalhadores não estão sendo impedidos de trabalhar.
Nesta quinta-feira, o movimento grevista espera reunir com representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para dar inicio às negociações.
"Acho que este é o momento de sentar e conversar, vamos esperar até as cinco horas [da tarde], para reunião com representantes da Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento e dar início ao processo de negociação", disse Sérgio Pinto, servidor do MinC e membro da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal.
De acordo com Sérgio, até o momento não foi apresentada nenhuma proposta e, portanto, não há prazo para que o movimento de greve termine. Os grevistas reclamam da falta de condições de trabalho e pedem equiparação salarial com categorias que servem em outras áreas no âmbito federal, e que fazem a mesma função.
No dia 29 de abril os servidores do MinC fizeram uma paralisação nacional de 24 horas, depois de 48 horas, nos dias 7 e 8 de maio. Na segunda-feira (12) foi iniciada a greve nacional. A assessoria de imprensa do MinC informou que apesar do piquete, o Ministério está funcionando normalmente.
Servidores da cultura protestam contra a falta de valorização do setor
Cerca de 40 servidores públicos do setor da cultura se reuniram hoje (15) em frente ao Museu da República, no Catete, zona sul do Rio, com o objetivo de conseguir o apoio dos frequentadores dos jardins do museu para a paralisação da classe, iniciada na segunda-feira (12) em todo o território nacional.
Os servidores fazem, ao longo do dia, diversas atividades ligadas à cultura, como desenhos sobre as paisagens no entorno do museu e leituras. Os funcionários públicos pedem que a cultura seja valorizada pelo governo federal, que seja concedido aumento da verba no orçamento da União para o setor, conservação adequada de bens imóveis, como os museus e casas históricas, entre outras reivindicações.
"Nesta greve estamos comemorando o triste aniversário de 10 anos de acordos descumpridos com o governo. A gente tem um quadro muito grande de servidores que estão prestes a se aposentar nos próximos três anos. O Ministério da Cultura e as instituições vinculadas correm sério risco de extinção se nada for feito neste sentido", informou uma das integrantes do Comando Estadual de Greve, Izabel Costa.
De acordo com Izabel, foram feitas três paralisações de 24 horas como aviso, antes de ser decretada a greve dos servidores em território nacional.
"É uma greve nacional e hoje a gente tem uma reunião em Brasília. A gente não quer nenhuma negociação. A gente quer a implantação dos acordos já feitos. Os museus do Rio estão fechados, inclusive, a Semana Nacional de Museus não está acontecendo na cidade", completou.
O presidente da Associação dos Servidores da Fundação Biblioteca Nacional, Otavio Oliveira disse que a Fundação Biblioteca Nacional vem, ao longo dos anos, apresentando diversos problemas estruturais, como queda de reboco, falha no ar-condicionado, número de mesas inferior ao de funcionários, entre outros.
"A Fundação Biblioteca Nacional está cercada por um tapume há dois anos, porque caiu um reboco em um dos beirais da biblioteca. Fizeram uma denúncia para a Defesa Civil e eles interditaram a biblioteca. Agora que foram iniciadas as obras, com a nova gestão", informou.
Os servidores reivindicam a negociação de gratificações por titularidade, a equiparação salarial com funcionários públicos da Agência Nacional de Cinema e da Fundação Casa Ruy Barbosa, maior participação na formulação das políticas públicas na área de cultura e uma reunião com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) para tratar da questão salarial.
O Ministério do Planejamento já declarou, contudo, que não vai autorizar aumentos salariais neste ano, para evitar impacto fiscal e porque ainda está em vigor um acordo assinado pela Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) que garantiu reajuste de 15,4% em três anos – 2013, 2014 e 2015. À frente da greve, a Condsef afirma que um acordo assinado especificamente com os servidores da cultura, no ano anterior, previa negociação das pautas reivindicadas em até 180 dias, o que não ocorreu.
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