Scorcese sai em defesa da Cinemateca Brasileira: 'artes são uma necessidade'
"A possibilidade de que a maior coleção audiovisual da América Latina tenha sua verba suspensa em meio a uma pandemia é totalmente inconcebível”, escreveu o cineasta norte-americano Marin Scorcese. "Artes não são um luxo —são uma necessidade", completou
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247 - O diretor de cinema Martin Scorcese, responsável por filmes como Taxi Driver (1976) e O Irlandês (2019). Saiu em defesa da Cinemateca Brasileira. “Escrevo para manifestar minha preocupação com a Cinemateca Brasileira. Preocupação não é a palavra adequada. Trata-se de angústia e absoluta incredulidade. A possibilidade de que a maior coleção audiovisual da América Latina tenha sua verba suspensa em meio a uma pandemia é totalmente inconcebível”, escreveu em uma mensagem de apoio à instituição divulgada na última terça-feira (3) pelo cineasta brasileiro Walter Salles, na Folha de S. Paulo.
Scorcese ressaltou, ainda, que “as artes não são um luxo —são uma necessidade, como bem o demonstra seu papel incontestável na história da humanidade. E a preservação das artes, especialmente de uma tão frágil quanto o cinema, é um trabalho difícil, mas essencial. Esta não é minha opinião. É um fato. Espero sinceramente que as autoridades federais do Brasil abandonem qualquer ideia de retirada do financiamento e façam o que precisa ser feito para proteger o acervo e a dedicada equipe da Cinemateca”.
A Cinemateca Brasileira, fundada em 1940, abriga em seu acevo cerca de cerca de 250 mil rolos de filmes e mais de um milhão de documentos relacionados ao cinema. Até agosto, segundo a reportagem, a instituição estava sem receber recursos há meses e a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), responsável pela administração do local, foi obrigada a demitir os 40 funcionários. A organização agora passará a ser de responsabilidade da União.
No último dia 27 de outubro, Dia Mundial da Memória Audiovisual, a Cinemateca registrou 300 dias com as portas fechadas.
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