Livro reúne brasileiros e portugueses para analisar a democracia do País
O livro “O Brasil contemporâneo e a democracia”, organizado pelo Coletivo Andorinha em parceria com editora Outro Modo, será lançado neste sábado 3 em Lisboa
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O livro “O Brasil contemporâneo e a democracia”, organizado pelo Coletivo Andorinha em parceria com editora Outro Modo, será lançado neste sábado (3) em Lisboa. Um projeto editorial que procurou reunir especialistas brasileiros e portugueses que tinham objeto analítico o esfacelamento da frágil democracia brasileira.
Na multiplicidade de horizontes reflexivos, um encontro entre a academia e a intervenção social, procura-se oferecer ao leitor ferramentas sólidas, numa base interdisciplinar e com rigor de informações, a fim de se compreender melhor as complexidades de um processo que inclui a ruptura de elementos democráticos, cujos marcos sociopolíticos são o impedimento da presidenta Dilma Rousseff (2016), a prisão do ex-presidente Lula da Silva (2018) e a abertura da contingência política que permitiu a ascensão de Jair Bolsonaro à presidência do país.
Percorreu-se de modo transversal diferentes temporalidades que perpassam a historiografia brasileira, bem como seus pontos de contacto, cruzamento e diferenciações com outras realidades. O que incluiu pensar o modo como a cultura, a educação, a comunicação e seus agentes interferem e reagem a conjunturas autoritárias e de exceção; o espectro dos fascismos; a construção de políticas de memórias, mas também os mecanismos de produção de silenciamentos e esquecimentos. Sem olvidar a potência da luta e da resistência, o impulso para a transformação efetiva das estruturas sociais e a esperança de que um outro mundo é possível.
Este livro surge como mais um contributo analítico e histórico sobre a realidade do Brasil contemporâneo que arde em chamas socialmente e ambientalmente.
Coletivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira de Lisboa
O Coletivo Andorinha surge do ativismo/militância da comunidade brasileira progressista que se manifestava na cidade de Lisboa desde o processo do golpe de 2016 no Brasil. Nestes quatro anos de existência e resistência, realizou e participou de mais de uma centena de atos de rua, intervenções urbanas, debates, cursos, saraus, com o objetivo de dar visibilidade internacional às visões de esquerda sobre a conjuntura brasileira. A angústia além-mar virou luta e se integrou a diversos atos realizados em torno dos temas brasileiros em outros países. O Coletivo Andorinha mantém-se ainda em diálogo com o campo democrático português, sendo aliado de pautas feministas, antirracistas, de direitos da comunidade LGBTQI+ e migrante, assim como de ações de solidariedade internacional.
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