História de amor gay leva a Palma de Ouro

"La Vie d'Adele - Chapitre 1 & 2" ("Blue is the Warmest Colour", na versão em inglês) desbancou os outros 19 concorrentes na competição principal do maior festival de cinema do mundo, em Cannes para conquistar um dos prêmios mais desejados depois do Oscar; as cenas de sexo explícito e as três horas de duração fizeram do filme um dos mais comentados entre os 20 concorrentes à Palma de Ouro

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Por Belinda Goldsmith

CANNES, 26 Mai (Reuters) - A história de amor entre duas mulheres "La Vie d'Adele", do diretor francês Abdellatif Kechiche, conquistou o prêmio principal do Festival de Cinema de Cannes, a Palma de Ouro, neste domingo.

"La Vie d'Adele - Chapitre 1 & 2" ("Blue is the Warmest Colour", na versão em inglês) desbancou os outros 19 concorrentes na competição principal do maior festival de cinema do mundo para conquistar um dos prêmios mais desejados depois do Oscar.

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Os principais prêmios de atuação foram para o ator norte-americano Bruce Dern, por "Nebraska", e para a atriz francesa Berenice Bejo, de "Le Passe" ("The Past").

"La Vie d'Adele" recebeu críticas muito positivas em Cannes apesar das cenas de sexo explícito entre as mulheres, que podem limitar a distribuição do filme.

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O longa conta uma comovente história de amor e sexualidade entre a adolescente de 15 anos Adele, interpretada brilhantemente por Adele Exarchopoulos, e sua parceira Emma (Lea Seydoux).

As cenas de sexo explícito e as três horas de duração fizeram do filme um dos mais comentados entre os 20 concorrentes à Palma de Ouro. Esse é o primeiro filme do franco-tunisiano Kechiche em Cannes.

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O filme, baseado no romance de 2010 com o mesmo título em inglês, usa recorrentes imagens em close-up dos lábios da atriz principal, seja dormindo, comendo ou beijando sua parceira, numa técnica que cria uma ligação entre o espectador e a personagem.

As prolongadas cenas de sexo vão causar impacto, mas podem diminuir o alcance do filme devido à censura e precaução das distribuidoras, segundo os críticos.

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Kaya Burguess, do London Times, chamou o longa de "uma das mais bonitas e discretamente contadas histórias de amor que já vi num filme."

Jordan Mintzer, do Hollywood Reporter, escreveu: "Com certeza levantando sobrancelhas com suas cenas sem simulação de cópula feminina, o filme é na verdade muito mais do que isso: é uma apaixonante história de amor contada de forma comovente."

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