Gil declara apoio a Marina por "questão humana"
Em encontro de Marina Silva (PSB) com representantes da área artística e cultural, na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, no Centro do Rio, ex-ministro da Cultura Gilberto Gil cantou música composta em apoio a candidata e disse que a apoia não apenas pela questão cultural, mas pela "questão humana, universal e brasileira"; ex-senadora prometeu maior orçamento para o setor
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Jornal do Brasil
Pamela Mascarenhas - Marina voltou a defender maiores investimentos em Cultura, como aliada da Educação, em encontro com representantes da área artística e cultural na noite desta quarta-feira (17), na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, no Centro do Rio. Ao lado de Gilberto Gil, ela lembrou das dificuldades das pastas de Meio Ambiente e Cultura enquanto os dois estavam no comando delas, durante o governo do ex-presidente Lula. "A gente sempre lutava quando ouvia falar em contingenciamento do orçamento. Meio ambiente, educação e cultura são investimentos. Mas o pessoal via como esteio e passava a tesoura", destacou, prometendo depois um maior orçamento para o Ministério da Cultura, caso seja eleita.
Em conversa com a imprensa, Gilberto Gil, que chegou a cantar uma música composta em apoio a Marina na ocasião, declarou que seu apoio a candidata não é apenas pela questão cultural, mas pela "questão humana, universal e brasileira". Questionado sobre o motivo da defesa e ainda sobre a posição religiosa da pessebista, respondeu que aprecia seu histórico, sua inteligência e capacidade de compreensão, e que "tem um respeito muito grande por todas as questões religiosas".
Durante o encontro, mediado pelo ator Marcos Palmeira e cujo objetivo era que a candidata apresentasse suas propostas relacionadas à Cultura, representantes de diferentes segmentos falaram sobre suas demandas e avaliações para o setor. Entre eles estava o músico e apresentador Charles Gavin, que defendeu que o Ministério da Cultura deixe de servir como moeda de troca entre governo e base aliada, e que a área não seja dependente de editais ou patrocinadores.
A necessidade de reconhecimento da grande diversidade dos povos do país também foi apontada pelos representantes. O evento atraiu personalidades como Marco Nanini, Eriberto Leão, Marcelo Rubens Paiva, Beth Goffman, Jorge Mautner, Víctor Fasano e Otávio Müller.
"Está todo mundo querendo ouvir a Marina, acho que a coisa mais importante hoje é as pessoas conseguirem ouvir, porque se fala muito dela de ouvir falar. É a candidata que mais se ouviu falar, mas pouco se ouviu da boca dela", disse Marcos Palmeira à imprensa. "Ela não é a salvadora da pátria, não tem salvador da pátria. Eu acho que a Marina fomenta a participação do cidadão, quer dizer, desse novo cidadão, da sociedade civil que se mobiliza e que participa politicamente sem necessariamente estar na política", completou o ator.
Para Marina, surge no mundo um novo sujeito político, que não é mais dirigido por entidades representativas, mas por si mesmo. "Há um novo sujeito político surgindo no mundo, ele não quer ser expectador, ele quer ser ator, protagonista", acredita a candidata, salientando que cada brasileiro tem responsabilidade como agente, e que estamos em um "momento em que todos somos chamados para uma colaboração ativa na política".
Ela também voltou a falar sobre a importância de uma política sustentável em diversos âmbitos, do econômico ao "estético", alertando ainda para uma suposta perda de sustentabilidade política. "Hoje, o que está em jogo é a sustentabilidade política, se não conseguirmos, vamos perder até o que já conquistamos. Estamos vivendo um grande atraso na política. Ainda bem que a sociedade avançou mais do que as lideranças, do que os partidos", disse, lembrando do legado das manifestações de junho.
A candidata aproveitou ainda para ressaltar que, caso assuma a presidência, vai conseguir governar com os melhores de cada partido, e que esses melhores existem, elegendo também ministros que entendam do assunto de especialidade de cada pasta. Também disse que vai manter políticas como ProUni, Pronatec, Bolsa Família, e implantar a educação em tempo integral, seguindo modelo pernambucano que teria tido sucesso, e o passe livre aos estudantes, além de aumentar o orçamento do Ministério da Cultura.
''É preciso, neste momento, que a gente volte a se enriquecer com essa imprevisibilidade da arte, nós estamos ensurdecidos pelo barulho das nossas certezas", alegou Marina Silva.
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