Filha acusa Woody Allen de abuso sexual em carta
Dylan Farrow diz ter decido contar os detalhes depois de saber que seu pai havia sido indicado ao Oscar novamente; a acusação contra o cineasta foi publicada no site do jornal New York Times
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LOS ANGELES, 2 Fev (Reuters) - A filha adotiva de Woody Allen, Dylan Farrow, revisitou no sábado sua acusação de abuso sexual contra o cineasta em uma carta publicada no site do jornal New York Times, questionando a aclamação de Allen em Hollywood.
A renovação das acusações contra Allen ocorre pouco antes da premiação do Oscar deste ano. O cineasta de 78 anos foi indicado para melhor roteiro original por seu drama "Blue Jasmine", estrelado por Cate Blanchett.
Allen nunca foi preso ou processado no caso, depois de uma investigação da polícia estadual em Connecticut, onde Mia Farrow e seus filhos viviam.
Mia Farrow, que era namorada de longa data de Allen, se separou do cineasta em 1992 em meio a revelações de que Allen teve um caso com a filha adotiva de Farrow, Soon-Yi, então com 22 anos.
Na época da separação, Mia Farrow acusou Allen de abusar de Dylan, que tinha sido adotada por Allen. A carta de Dylan Farrow no blog do jornalista do New York Times Nicholas Kristof marca a primeira vez que ela escreveu publicamente sobre as acusações.
No texto, Dylan Farrow, atualmente com 28 anos, escreveu que Allen um dia levou-a a um sótão em sua casa quando ela tinha 7 anos de idade.
"Ele me disse para deitar de costas e brincar com o trem elétrico de meu irmão. Então ele abusou de mim sexualmente", disse Dylan Farrow.
Kristof escreveu anteriormente uma coluna sobre o caso e disse em seu blog que Allen "merece a presunção de inocência", mas que é "hora de que o mundo ouça a história de Dylan em suas próprias palavras".
Representantes de Allen não retornaram ligações nem e-mails solicitando comentários sobre o assunto no sábado.
No texto, Dylan Farrow questionou a participação de atores famosos nos filmes de Allen e sua indicação para o Oscar.
"Por muito tempo, a aceitação de Woody Allen me silenciou", escreveu. "Parecia uma censura pessoal, como se os prêmios e elogios fossem uma maneira de me dizer para calar a boca e ir embora", acrescentou.
(Por Alex Dobuzinskis)
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