Crô estreia com mistura de comédia e suspense

Na direção, Bruno Barreto ("Flores Raras") transita entre o humor que beira o pastelão e o suspense sem parecer confortável em nenhum dos dois, gerando cenas de perseguição e situações muito improváveis

Na direção, Bruno Barreto ("Flores Raras") transita entre o humor que beira o pastelão e o suspense sem parecer confortável em nenhum dos dois, gerando cenas de perseguição e situações muito improváveis
Na direção, Bruno Barreto ("Flores Raras") transita entre o humor que beira o pastelão e o suspense sem parecer confortável em nenhum dos dois, gerando cenas de perseguição e situações muito improváveis (Foto: Leonardo Attuch)


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SÃO PAULO, 28 Nov (Reuters) - Ainda é cedo para dizer se tratar de uma tendência, ou apenas uma experiência, mas o mordomo Crô, da novela "Fina Estampa" (2011-2012), é o protagonista de um filme.

Recentemente, o mesmo aconteceu com Giovanni Improtta, de "Senhora do Destino" (2004-2005). Em comum, o mesmo criador: o novelista Agnaldo Silva, que aqui também assina o roteiro. Marcelo Serrado ("Malu de Bicicleta") novamente interpreta Crô, que, agora rico, procura formas de passar o tempo.

Ao receber a herança de sua ex-patroa (Christiane Torloni, que não aparece no filme), Crodoaldo Valério enriqueceu, contratou sua ex-colega de trabalho, Marilda (Katia Moraes), para ser sua governanta, e o motorista Baltazar (Alexandre Nero), por quem é apaixonado, mas com quem vive brigando.

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O perfil do personagem não mudou em relação à novela, desprezando-se a necessidade, no cinema, de uma trama mais consistente e bem-amarrada em relação ao folhetim.

Para matar o tempo, Crô tenta trabalhar como cantor, cabeleireiro e estilista - mas em nenhuma carreira é bem-sucedido. Logo no início, é visto cantando "Na Tonga da Mironga do Kabuletê", enquanto é vaiado. Então, resolve que voltará a ser mordomo, por puro prazer de trabalhar. Mas, ao invés de ser selecionado para uma vaga, será ele quem selecionará sua nova patroa.

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Há uma desculpa determinista para essa obsessão em ser mordomo. Conforme Crô se lembra, fez uma promessa à sua mãe (interpretada pela cantora Ivete Sangalo) - a quem venera com uma estátua em tamanho natural no hall de sua mansão - de sempre servir às divas.

Poderia ser algo pelo menos divertido se o filme se mantivesse nessa linha, peruas querendo contratá-lo, ele tentando se adaptar num novo trabalho, coisas nesse sentido. Mas "Crô - O filme" quer ser sério - ou, ao menos, tenta.

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Uma das candidatas a patroa é Vanusa (Carolina Ferraz), nova-rica que, com o marido Riquelme (Milhem Cortaz), tem uma confecção onde mantém imigrantes latino-americanos clandestinos em regime de escravidão. A moça insiste que quer Crô em sua casa como seu funcionário, o que o leva a fazer uma investigação mais severa da vida da moça, colocando o esquema dela e do marido em risco.

Na direção, Bruno Barreto ("Flores Raras") transita entre o humor que beira o pastelão e o suspense sem parecer confortável em nenhum dos dois, gerando cenas de perseguição e situações muito improváveis.

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Se levar personagens de novela para cinema é uma tendência que veio para ficar, que tal então fazer um filme sobre Carminha (Adriana Esteves, em "Avenida Brasil"), que é um personagem mais complexo e interessante?

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

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* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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