A festa nunca termina

No ritmo de muita irreverência, contracultura, comportamento e música, três filmes são imperdíveis: CBGB (2013), A Festa Nunca Termina (2002) e Studio 54 (1998). Cada um deles retrata um gênero musical e uma tendência dos anos 1970/1980

No ritmo de muita irreverência, contracultura, comportamento e música, três filmes são imperdíveis: CBGB (2013), A Festa Nunca Termina (2002) e Studio 54 (1998). Cada um deles retrata um gênero musical e uma tendência dos anos 1970/1980
No ritmo de muita irreverência, contracultura, comportamento e música, três filmes são imperdíveis: CBGB (2013), A Festa Nunca Termina (2002) e Studio 54 (1998). Cada um deles retrata um gênero musical e uma tendência dos anos 1970/1980 (Foto: Gisele Federicce)


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Por Rafael Samways, para o 247

Na Tela

Nesta semana não irei discutir roteiro, direção ou fotografia. Proponho dar uma de expectador e interessado na história do rock internacional a partir do cinema. No ritmo de muita irreverência, contracultura, comportamento e música, três filmes são imperdíveis: CBGB (2013), A Festa Nunca Termina (2002) e Studio 54 (1998). Cada um deles retrata um gênero musical e uma tendência dos anos 1970/1980, e sua evolução para o alicerce do que hoje ouvimos nas rádios, vemos nas redes sociais e em bares pelo mundo a fora.

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O filme mais recente traz um tributo a um bar vanguardista novaiorquino e a atuação do Hilly Kristal - seu proprietário - na participação mais que importante para o rock. "Country, Bluegrass, and Blues and Other Music" - o que significa a sigla CBGB, nada simboliza o que ocorreu por lá. A revolução do "botequeiro" Kristal era dar espaço a bandas que não tinham aonde se apresentar e, mesmo não sendo tão boas ou conhecidas, terem a chance de tocar em um palco, testando sua música para alguma plateia. Neste caso, uma das regras principais era todas as canções serem autorais. Para se ter uma ideia, as primeiras apresentações do Television, Ramones, Blondie, Elvis Costello e The Dead Boys foram no bar imundo e improvisado em Bowery/NY.

Já no caso de "A Festa Nunca Termina" o retrato é uma mistura de "clube" com gravadora, capitaneado pelo jornalista Tony Wilson, em Manchester - Inglaterra. Tanto o Haçienda (o clube) e a Factory (tentativa de uma gravadora independente) formaram o Pós-Punk/Eletro. Afinal Joy Division e Happy Mondays surgiram por lá.

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Para o Studio 54 a proposta era um pouco diferente: uma balada em Nova York. O vanguardismo ficou pela frequência e ponto de encontro de celebridades da época. Na pista de dança, ou nas mesas do clube, podia encontrar desde Salvador Dali até Michel Jackson, se divertindo ao som ao vivo de Donna Summer, Stevie Wonder, James Brown, Gloria Gaynor e outros deste género da época.

Estes três filmes são um prato cheio. Além da narrativa biográfica, existe muita curiosidade retratada para o cinema. Minha sugestão é vê-los em maratona - se der. Assim, pode-se comparar as várias "eras" dentro de duas décadas de rock.

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No Mp3

Não ousaria deixar de continuar a discussão dos filmes quando proponho e sugiro o que ouvir no Mp3. Para os três filmes acima existem CDs e álbuns para as trilhas sonoras espetaculares. Todas elas imperdíveis para escutar depois de assistir aos vídeos ou em reuniões com amigos. No entanto, para mim, a mais marcante é a "Love Will Tear Us Apart.", do Joy Division, retratada no "A Festa Nunca Termina".

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No Confessionário

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Mudando totalmente de assunto: o que acharam de UP (2009), aquela animação do velhinho e do escoteiro? Pra mim, não tem Toy Story, "Procurando Nemo" ou Monstros S.A. que superem a sensibilidade e a humanidade "desenhada" no longa assinado pela Pixar, com direção do Pete Docter. A inocência e o amor discutidos entre duas gerações tão distantes questionam os valores que a meu ver estamos perdendo.

Namastê

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