Variante indiana da Covid-19 chega ao Brasil e é confirmada em passageiro que desembarcou em Guarulhos

A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, depois que o passageiro desembarcou de um voo oriundo da Índia e seguiu para o Rio de Janeiro

(Foto: ABr)


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Por Pedro Fonseca (Reuters) - Um brasileiro proveniente da Índia teve caso confirmado da variante indiana de coronavírus pelo Instituto Adolfo Lutz, informou nesta quarta-feira a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, depois que o passageiro desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos oriundo de um voo da Índia e seguiu para o Rio de Janeiro.

A variante indiana é considerada mais transmissível do que a forma tradicional do vírus e tem sido apontada como responsável por uma explosão de casos de Covid-19 na Índia recentemente, que transformou o país asiático no novo epicentro da pandemia.

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De acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo, o passageiro que teve a variante indiana diagnosticada, de 32 anos, foi identificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é responsável pelo monitoramento nos aeroportos.

No entanto, ele embarcou em um voo doméstico para o Estado do Rio de Janeiro, após desembarcar em Guarulhos.

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"O órgão federal informou à pasta estadual sobre o caso positivo quando o passageiro já havia embarcado em voo doméstico para o Rio de Janeiro. A amostra positiva foi enviada ao Lutz e o sequenciamento finalizado nesta quarta-feira", disse a secretaria estadual em nota. Do Rio, o passageiro seguiu para a cidade de Campos dos Goytacazes, onde mora.

Diante dessas informações, a Anvisa divulgou nota informando que não foi responsável pela testagem do passageiro em questão e que não faz testes em aeroportos. A agência informou que fiscaliza e exige teste PCR feito até 72 horas antes do voo internacional, e que o passageiro apresentou um teste negativo e estava assintomático.

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"A agência abordou esse passageiro e mais outros 12 viajantes, antes da imigração, e lavrou para todos um Termo de Controle Sanitário do viajante. As informações relativas à chegada de 13 viajantes provenientes de área de risco foram enviadas, na sequência, para o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) nacional e local. No Termo de Controle Sanitário, o viajante deve informar o local onde cumprirá quarentena", informou, em nota.

O teste feito pelo passageiro, acrescentou a Anvisa, não foi feito por ela, mas por iniciativa do próprio, que procurou um laboratório no próprio aeroporto, e recebeu o resultado positivo quando já estava no Rio de Janeiro. A agência também foi informada do resultado pelo laboratório.

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CASO DE ALERTA

Segundo a Secretaria de Saúde de SP, as medidas de vigilância epidemiológicas necessárias junto aos municípios foram iniciadas imediatamente após ser comunicada pela Anvisa. A secretaria acrescentou que ainda não há registros de um caso autóctone desta linhagem no Estado de São Paulo.

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"Foi solicitada a lista completa dos passageiros do voo, além dos nomes de todos os funcionários do aeroporto, laboratório e dos contatos do passageiro para isolamento e monitoramento. As equipes de vigilância do Rio de Janeiro também foram imediatamente notificadas para o acompanhamento do caso", afirmou.

O homem que testou positivo para a variante indiana trabalha, segundo o subsecretário de atenção à Saúde de Campos, Charbell Kury, para uma empresa de petróleo que tem atividades na Índia. Ao desembarcar em São Paulo, o homem e outros dois colegas de trabalho, que estavam no mesmo voo vindo da Índia, fizeram um teste para Covid. Os três teriam passado dois meses embarcados.

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De acordo com Kury, somente ao desembarcar no Rio de Janeiro o homem tomou conhecimento que havia testado positivo para Covid-19. Ainda assim, ele seguiu de carro guiado por um motorista para Campos, no norte do Estado do Rio de Janeiro.

O homem passou uma noite em um hotel local e depois foi hospedado em um hotel sanitário. Ele segue sendo monitorado, e pessoas que estiveram próximas estão sendo contatadas.

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"Esse caso serve de alerta e de aviso para a vigilância sanitária brasileira, porque algum tipo de vigilância tem que ter", disse à Reuters o subsecretário, referindo-se a pessoas provenientes de regiões com novas variantes.

"Os exames que eles fizeram foram feitos por orientação da empresa deles, pois faz parte do protocolo. O exame foi processado em Guarulhos e, enquanto isso, pega a conexão para o Rio de Janeiro", disse o subsecretário. Os outros dois, que não testaram positivo, voltaram para casa e ficaram em isolamento domiciliar.

"As novas coletas vem dando negativo, e os três passam bem", acrescentou.

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier e Lisandra Paraguassu)

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