Vacinação de adolescentes gera debate sobre aplicação de doses de reforço em grupos prioritários

Aplicação de novas doses em grupos mais vulneráveis, como idosos e imunodeprimidos, vem sendo planejada por outros países, mas não no caso do Brasil

(Foto: Sergio Andrade/Governo do Estado de São Paulo)


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247 -A aplicação de vacinas contra a Covid-19 em menores de 18 anos vem sendo questionada por especialistas que defendem a aplicação de doses de reforço em pessoas mais vulneráveis, como os idosos. A aplicação de novas doses vem sendo planejada por outros países, mas não no caso do Brasil.  

A discussão acontece após o estado de São Paulo adotar a vacinação de adolescentes a partir desta quarta-feira (18). Em todo o país, ao menos seis estados também já adotaram estratégia semelhante. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, especialistas alertam para a importância de completar o esquema vacinal da população adulta, seja por meio de duas doses ou com a dose única da Janssen. 

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A defesa da aplicação de doses de reforço segue o entendimento de que crianças  e adolescentes possuem menores chances de ficarem doentes ou desenvolverem quadros graves da doença. Por outro lado, muitos cientistas apontam que ainda não há dados suficientes que apontem a necessidade de doses de reforço nos grupos mais vulneráveis. 

“Poderia ser ao mesmo tempo o avanço. Poderíamos estar avançando [na dose de reforço para o] público de mais de 90 anos, que foram os primeiros a se vacinar. Tudo depende do quantitativo, mas é importante que o ministério sinalize a prioridade”, disse Julio Croda, infectologista, pesquisador da Fiocruz e professor da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul), 

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“O ideal seria fazer tudo ao mesmo tempo, mas, como não temos doses, precisamos fazer escolhas. Pela possibilidade de agravamento, seria melhor protegermos idosos com doses de reforço”, avaliou Ethel Maciel, epidemiologista e professora da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo). Ainda segundo ela, a vacinação de crianças e adolescentes poderia ser feita mais à frente, com o uso da Coronavac, que apresenta uma resposta maior nestes grupos. 

Já o infectologista e professor da USP Esper Kallás ressalta que a prioridade “deve ser completar a segunda dose em todo mundo”. “Temos evidências suficientes para mostrar que a variante delta exige vacinação completa, para prevenção de internação e mortes”, afirma. “Eu acho que a gente tem que priorizar a população brasileira como um todo. O pensamento tem que ser coletivo para o país”, completou. 

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