Vacina deve funcionar porque o coronavírus muda pouco, afirma cientista brasileira

"A capacidade de sequenciar é importante e ajuda vacinas. No caso da Covid, aparentemente, a vacina vai responder porque o vírus muta muito pouco", afirmou a cientista Ester Sabino, da Faculdade de Medicina da USP

(Foto: REUTERS / Agustin Marcarian)


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247 - A cientista Ester Sabino, da Faculdade de Medicina da USP, estuda o sequenciamento da Covid-19 e disse que o vírus sofre poucas mutações, o que facilita a produção de uma vacina. "A capacidade de sequenciar é importante e ajuda vacinas. No caso da Covid, aparentemente, a vacina vai responder porque o vírus muta muito pouco. Mas a gente sabe isso porque sequenciou um monte de sequências", disse a pesquisadora, uma das líderes do estudo que sequenciou 427 genomas do novo coronavírus e que foi publicado nesta quinta-feira (23) na revista "Science", uma das mais importantes do mundo. 

A estudiosa comparou a Covid-19 a outros vírus, como o HIV e os da Influenza, nos quais a variabilidade é chave para a vacina. "No HIV, uma cepa é diferente da outra em 30%. No caso da Covid, a amostra brasileira tinha 3 mutações diferentes em relação à original. É uma a cada dez mil [o equivalente a 0,01%]", acrescentou. Os relatos foram publicados no portal G1

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De acordo com Renato Santana de Aguiar, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e outro dos líderes do estudo, estudar o genoma do vírus permite entender a diversidade dele no País.

"Será importante escolher quais sequências provocam uma resposta imune mais forte e quais linhagens representam melhor a diversidade de vírus circulantes, o que acabará por ajudar a monitorar as candidatas a vacinas existentes e acelerar o desenvolvimento de vacinas subsequentes", complementou.

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